Televisão

Ultimamente o meu guilty pleasure favorito tem sido a versão belga-holandesa de ‘So you think you can dance’ e ontem foi a semi final com os meus participantes favoritos.
Geralmente esse tipo de show não faz muito sucesso lá em casa pq eu sempre me irrito quando eles falam que vão dançar samba, tango ou algo do tipo e no final usam uma música e uma coreografia que nem de longe lembra o estilo de dança anunciado (não sei em qual versão exatamente mas eu lembro de uma vez ter visto uma dupla dançando ‘samba’ ao som de Footlose!).
Outra coisa que me irrita bastante é o fato de muitas vezes não se dançar seguindo o ritmo exato da música (me dá uma agonia sem tamanho escutar momentos bem agitados da música enquanto os dançarinos estão praticamente valsa!).
Mas acho que isso é mais no começo do programa pq agora eu realmente não tenho do que reclamar.
Meus favoritos são os belgas Els e Michael e eu estou morrendo de amores pelos dois.
Ambos ‘estudaram’ jazz ballet desde pequenos e, na minha opnião, são os que têm mais domínio de técnica de dança.
Michael e Els vão disputar a final no próximo domingo (não sei em qual canal passa na Holanda, mas aqui passa na VTM a partir das 20:00) com o holandês Angelo e a belga Evelyn e estou torcendo para eles acabarem tendo que formar uma dupla novamente pq fica mais fácil torcer!

- aqui um vídeo de quando a Els formou dupla com o Angelo
- e aqui um vídeo do Michael com a Suzanne (que foi eliminada ontem)
Ontem a Els e Michael dançaram juntos uma coreografia de jazz e uma de fast step mas eu ainda não consegui encontrar os vídeos no You Tube. Depois eu procuro de novo.

P.S.: Ballet moderno e jazz ballet estão na minha lista de coisas que eu quero que a Rafa faça quando crescer mais um pouco.

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Hidratante e amostra grátis

Eu já disse que eu não sei entrar em perfumaria e comprar *uma* coisa só?!
Pois é, não dá. É a mesma incapacidade que eu tenho de entrar na MAC e sair de mãos vazias.
Há algumas semanas eu fui na Galleria Inno para comprar um bronzer novo pq o meu da MAC já estava acabando. A idéia era comprar o Terracota Bronzing da Guerlain mas acabei me deixando seduzir pelo Star Bronzer da Lancôme (e meio que me arrependi).
Além do bronzer eu TIVE que comprar um rímel novo (Lash Queen Feather – Helena Rubinstein) pq os 7 tubinhos de rímel na minha bolsa não parecem ser suficiente, e o meu removedor de rímel favorito (All Mascaras – Helena Rubinstein).
O legal de comprar produtos em perfumaria é que eu ganho um monte de amostra grátis (o que tem o seu lado ruim pq agora a lista de coisas para comprar aumentou!).
Os produtos que eu escolhi dessa vez são dois cremezinhos que eu já estava louca para testar (além do gloss da Guerlain e de perfume ‘novo’ da Armani Idolle d’Armani que é maravilhoso!):

Creminho para os olhos: Collagenist Eye Zoom (Helena Rubinstein)

Meu creme da Adcos já acabou há um tempinho e eu estava usando as outras amostras grátis que eu tinha no armário para decidir qual comprar.
Eu uso lente, então creme para os olhos é um assunto sério pra mim. Se a consistência for melada, não posso nem sonhar. Se for de difícil absorção, idem. E se melar com o correr do dia, no way.
Na minha fase de experimento eu usei um da L’Occitane mas não gostei muito pq é bem melado; o Ice Cold da Kenzo, que eu tb não gostei pq não hidratou o tanto que eu esperava e agora o Collagenist Eye Zoom.
De todos os cremes que eu usei até hoje (que eu confesso nem foram tantos), esse foi o que eu mais gostei e o que mais se adaptou à minha pele e estilo de vida (leia-se: eu passo o creme e logo em seguida a maquiagem por cima, então minha pele não pode estar ‘molhada’).
Ele tem uma consistência média, mas a pele consegue absorvê-lo rapidinho e não fica melada depois. Enquanto vc aplica o crème dá pra sentir que a pele absorve tudo e vai ficando sequinha.
A diferença desse é que a sensação de pele hidratada dura o dia inteiro (algo que eu só percebi que não sentia com os outros depois que comecei a usar o Collagenist).
Meu tubinho de amostra grátis ainda não acabou mas com certeza é esse que eu vou usar agora.

Hidratante facial: Day Care Aqua Fusion (Lancôme)

Eu esperava mais desse hidratante. Ele hidrata bem e é leve. E outro ponto positivo é que ele mantém minha pele hidratada o dia inteiro (o que não é tarefa fácil pq minha pele vive estourada no inverno).
Mas a absorção não é tão rápida e eu odeio ter que ficar procurando o que fazer entre a aplicação do creme e aplicação da maquiagem.
O tubinho de amostra grátis já acabou e agora eu voltei ao meu tubinho reserva do hidratante de arroz da L’Occitane que hidrata bem, mas não aguenta o tranco o dia inteiro (geralmente minha pele resseca bastante ao redor dos meus lábios e fica esbranquiçada).
Agora tenho que descobrir algum outro crème.

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Resolutely Red

Bom, exatamente como eu fiz há alguns meses, eu vou voltar o blog para assuntos cosméticos.
A explicação para essa decisão é mais ou menos a mesma: eu sou meio linguaruda quando o assunto é a minha vida pessoal e, como tem muita coisa passando pela minha mente e muitas escolhas que eu devo fazer, prefiro evitar completamente de falar sobre minha vida aqui. Vai ser mais inteligente da minha parte falar sobre as superficialidades que também fazem parte do meu dia a dia.

Eu já tinha falado aqui sobre o último batom que comprei na MAC.
O Resolutely Red é da linha High Def da MAC que traz produtos escolhidos de outras linhas existentes e que funcionam bem em um ambiente “high def”. Essa linha foi formulada com o intuito de ajudar fotógrafos e cinegrafistas a captar uma gama de cores e um acabamento perfeitos mesmo em frente as luzes modernas em estúdios.
Os batons da coleção não são todos tão escuros quanto o “Resolutely Red” mas foi ele quem mais me chamou atenção agora que a moda aponta para um lado mais gótico (e eu não tenho coragem de passar batom preto).
O vermelho desse batom é um vermelho bem fechado (apesar de não ser matte e ter um brilho bem legal que dura o dia inteiro), quase vinho. Em peles muito claras, fica BEM pesado. Em peles médias dá para usar durante o dia (hoeray!).
Até aí tudo bem, em setembro eu fiz a festa com o batom mas agora a minha pele morena já desbotou e eu estou à caminho da brancura total.
O problema é que eu fico tão branca nesses meses frios que até o meu cabelo (que é preto) se destaca gritantemente do resto do meu rosto.
Imagina, se o meu cabelo já se destaca tanto, como é que eu vou usar um batom vinho sem parecer uma cópia barata de vampira de filmes antigos?????
A solução veio em uma das páginas da Cosmopolitan que cobria a semana de moda de Paris: para usar batons vinho ou vermelho escuro sem ficar parecendo uma gótica wannabe, é preciso lançar mão de blushes que dêem aquele look saudável à sua pele.
Desse jeito vc evita que o batom destaque o quão branca a sua pele está; empresta uma corzinha ao seu rosto e ainda foge completamente de um visual pesado, garantindo o uso do batom durante o dia!

A minha pele vai bem com cores frias, então eu abuso das tonalidades de frutas vermelhas (eu ainda uso o Desert Rose Matte da MAC).
De resto eu ainda uso um bronzer da Lancome (que eu uso para criar sombras), bastante rímel nos olhos (ultimamente eu tenho usado o Lash Queen Feather da Helena Rubinstein) e delineador preto com dourado (MAC).

Update:
Acabei de ver essa foto no Petiscos e não pude deixar de postar aqui.
Olha como a Mary Kate balanceia o batom escuro. Essa é a idéia ;o)

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Natal

Falta pouco mais de um mês para o natal!! U.M M.Ê.S.!!!!
Faz idéia??!!

Geralmente eu começo a me estressar com o natal em setembro ou no início de outubro, quando eu quero saber exatamente onde e com quem vamos passar o dia 24 e o dia 25.
Quando eu morava no Brasil eu já era estressada assim mas nada se compara ao estado de stress de hoje em dia.
Como a família do Mick é completamente desgarrada, SEMPRE vai cada um para o seu canto e não adianta tentar combinar de passar as festas juntos pq não rola mesmo (até que acontece um almoço na casa da mãe dele, mas é só em janeiro quando ela já cumpriu com as obrigações sociais dela com os amigos, as famílias dos amigos e a família do namorido).
Esse ano eu queria ir para o Brasil mas depois vimos que era muito dinheiro para uma semana só (principalmente considerando que vamos para o Brasil no final de fevereiro) e foi assim que nasceu a idéia de dar uma passagem de presente para a minha irmã vir pra cá. Tudo se encaixa bem pq eu *preciso* me sentir perto da minha família ou pelo menos estar em um ambiente familiar, pq senão natal não tem cara de natal e sim de uma festa como qq outra.
No Brasil nós sempre passamos o natal em casa e os meus tios e primos iam pra lá. Com o passar do tempo só um tio passava o natal conosco (com sua esposa e filhos – que são os primos com quem temos mais contato) e, por mais que, quando adolescente, eu odiasse a obrigação de passar natal em casa com meus pais e tios enquanto meus amigos podiam ir para baladinhas, isso serviu como parâmetro de normalidade pra mim.
Natal = família + muita comida + presentes (exatamente nessa ordem).

Agora que a parte mais importante está arrumada, eu começo a me estressar com outras coisas.
Pra começo de conversa, eu preciso decidir o que eu vou dar para o Mick de presente!!
Segundo, eu tenho que terminar de comprar os presentinhos da minha irmã!
Terceiro, tenho que organizar a estrutura dos dias e pensar na ceia!!!

Nesse ano eu estou pensando em comemorar o natal como comemoramos em Paris no ano passado:
Dia 24 – não é servido uma ceia mas sim várias entradinhas (isso ia facilitar a minha vida já que eu trabalho até às 16:00 do dia 24/12)
Dia 25 – acordamos cedo e, ainda de pijama nos reunimos ao redor da árvore para abrir os presentes (nesse ano eu vou trapacear e vou me encher de maquiagem!! Em T.O.D.A.S. as fotos do ano passado eu tô com a cara de bunda e toda inchada!). Depois tomamos um café da manhã leve e a ceia é servida em forma de almoço (essa idéia me apetece pq ó o tanto que eu vou poder comer sem ter que me preocupar com indigestão logo antes de dormir!!!).

Quando eu decidir se é isso mesmo que eu quero fazer, tenho que pensar na ceia e nas entradinhas que vou servir no dia 24/12.
Não sei se opto por fazer algo abrasileirado para eu e Mick não passarmos vontade (engraçado é que o parâmetro de normalidade dele para o natal tb é o jeito brasileiro), ou se faço uma ceia belga (prato principal: alguma coisa com peixe, ou filé de peixe assado) para a minha irmã conhecer algumas coisas típicas daqui.
Ó vida, ó céus …

E vcs, como vão comemorar o natal??

PS.: No dia 26/12 eu queria ir em Amsterdam mas é feriado, como me avisaram aqui.
Meu segundo plano era ir para Colônia mas tb é feriado na Alemana (tb me avisaram isso aqui nos comentários). Portanto, vamos para Paris pq lá não é feriado!!!!
Vamos fazer alguns passeios óbvios: torre Eiffel, Arco do Triunfo, Sacre Ceur, Notre Dame e etc (em janeiro, eu volto em Paris com minha irmã para ir no Louvre sans Rafaela).

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Gripe

No post passado eu comentei que eu e Rafa estávamos com gripe suína, né?!
Rafa começou a passar mal na segunda-feira passada e eu na quarta-feira. Como eu já ia ficar em casa com ela até na sexta, só passei no médico para fazer o exame de sangue e pegar a prescrição para o tamiflu, achando que desde quarta-feira até o domingo eu estaria bem novamente.
Segunda-feira eu vim trabalhar e, apesar de estar com dores no corpo, dava pra trabalhar (estorou um abacaxi feio com um cliente meu, e não era dor no corpo que ia me fazer ir pra casa e deixar tudo pra trás). Na segunda-feira a noite eu passei na academia para malhar e só aguentei andar na esteira por 20 minutos, fui pra casa tão cansada e dolorida que estava até com náuseas. Tomei banho quase não me aguentando em pé e fui deitar. Resultado: febre duas vezes de madrugada e febre às 07:00.
Liguei para o médico para perguntar se eu ainda podia passar o vírus adiante e ele disse que não, então eu vim trabalhar em estado zumbi.
Meu, T.U.D.O doía! Eu não tive mais febre naquele dia … mas pode ser pq estava tomando paracetamol de 4 em 4 horas mesmo sem sinal de temperatura alta.
Na quarta-feira era feriado aqui (por isso que eu fui trabalhar. Eu sabia que ia dar pra descansar no outro dia) e eu passei uma boa parte do dia deitada no sofá assistindo ‘Desperate Housewives’.

Tô contando isso tudo pq muita gente me pergunta sobre a gripe suína e quais os efeitos que ela teve em mim.
Tipo, para mim e para Rafa, nada mais foi do que uma gripe muito forte. O que mais preocupa é a febre que é alta, começa do nada e demora pra baixar.
Para mim era mais fácil: se a febre não diminuía, eu ia tomar banho frio-morno.
Mas agora tenta colocar uma criança de 3 anos e meio, passando mal e reclamando de frio, embaixo do chuveiro!! Agora adiciona o fato de *vc* tb estar passando mal e sem energia!
Na terça e na quarta eu passei o dia desesperada com as febres da Rafa. Na quarta a noite eu resolvi que ia dar paracetamol toda vez que a temperatura dela encostasse em 37.8°c para não ter que lutar contra febre de 40°c!
A Rafa teve febre de terça até quinta-feira a noite.
Eu tive febre de quarta até sábado, e de novo na segunda.
Eu *ainda* estou com dores no corpo (aquela dor chata de gripe) e ainda me sinto extremamente cansada e sem energia (até depois que eu tomo banho eu tenho que sentar e “descansar”!).
Mas fora isso, a gripe suína não é tão assustadora (é claro que nem eu, nem a Rafa tivemos fatores agravantes nenhum … o caso é completamente diferente quando uma pessoa com pneumonia, por exemplo, pega a gripe).

P.S.: no trabalho as coisas estão indo e eu ainda penso em procurar algo novo. Mas eu acho que eu dei uma má impressão no último post: eu não quero sair daqui pq o chefe meio que encrencou quando eu tirei esses dias (na verdade, o que me irritou não foi a reação dele à minha ausência mas sim à tentativa de furto dos meus dias de férias!!), isso só adicionou à vontade de sair.
Eu quero sair pq eu tô de saco cheio de drama interno (mais especificamente, de ter que ser amiguinha de fulana pq fuluna tá dormindo com o meu gerente e por aí vai), e estou de saco cheio de não ter trabalho.
Eu não estou acostumada a ser uma ninguém na empresa e, eu gastei todas as minhas energias tentando ser alguém aqui, mas como é que vc pode ser alguém se nem uma função normal vc tem??!!
Eu fui contratada para uma vaga que não existia e depois fui tapando buracos onde alguém precisava de ajuda … agora eu estou em um departamento onde eu tenho que desenvolver meus próprios clientes (tipo, primeiro eu tenho que achar cliente) e eu tô sem saco pq é, mais uma vez, algo que eles me deram para justificar eu vir todos os dias para o escritório.
É por isso que eu quero/vou sair.
Na área que eu trabalho (dominada por homens) eu nunca vou encontrar um chefe que fale que é super tranquilo eu ficar em casa cuidando de filho … eu sempre soube disso e nunca me ofendi ou me irritei por isso. It’s all part of the game e nada vai mudar.

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Irritada

Sabe quando vc está MUITO de saco cheio do trabalho?!
Tão de saco cheio que está até pensando quem nem é tão ruim assim viver de um salário só e ter que deixar de viajar, passear ou fazer compras como está acostumada?!
Eu tô assim. MUITO de saco cheio. De saco tão cheio que, se as coisas não melhorarem (e eu não acredito que elas vão melhorar), eu estou seriamente contemplando a idéia de pedir demissão e procurar emprego novo.

Eu sumi na semana passada pq estava gripada. Gripe suína, eu e Rafa … ela pegou na escola e eu peguei dela.
Rafa passou mal na segunda de madrugada, febre de 40°c que teimava em voltar a cada 4 horas. Eu não podia pedir para a mãe do Mick tomar conta dela e Mick não podia ficar em casa por causa de reuniões, então eu mandei um sms para o povo do trabalho dizendo que eu ia ficar em casa pq ela estava mal.
De noite, depois do médico, eu mandei outro sms para avisar que era gripe suína e que ia ficar em casa com ela até a sexta-feira. Eu sei, eu sei, é praticamente suicídio profissional fazer um negócio desses quando há umas 3 semanas eu tirei um dia e meio de licença médica para cuidar da minha gripe.
Mas tipo, no dia da minha entrevista eu disse que minha prioridade esse ano era a Rafa e não a minha carreira. Eles estão cansados de saber que eu não tenho família na Bélgica e a única que poderia ajudar nesses casos, é a mãe do Mick (que não ajuda muito frequentemente). Portanto, não há escolha!
Logo após eu mandar meu sms, chefe-mór me respondeu dizendo que não tina problema mas que ele ia descontar das minhas férias.
Agora olhem bem, licença médica por causa de doença de filho aqui significa dias não pagos (até então eu não tinha apresentado sintoma nenhum de gripe)! O infeliz nem ia ter que me pagar pelos dias que eu não trabalhei e queria descontar dos meus míseros 3 dias e meio que eu vou tirar no final do ano???!!!
Depois de MUITA discusão via telefone e sms, eu mandei um email com vários trechos que extraí de websites do governo belga onde está escrito que vc tem direito a essas dias não pagos por causa de doença na família (geralmente eu não ligo pra isso e não me daria ao trabalho de fazer pesquisa sobre as leis trabalhistas belgas mas eu PRECISO desses 3 dias e meio no final do ano pq não tem creche e nem avó paterna pra ficar com a Rafa nas semanas de natal e de ano novo – Mick vai tirar a semana de natal).
Eu já fiquei puta com isso, mas deixei de lado quando eles resolveram aceitar que não tinha o que discutir. Mas fiquei puta de novo na sexta quando a gerente do escritório de São Paulo veio me dizer que eu era do tipo que fica em casa por causa de qq gripezinha de filho.
Meu, tá, é verdade. Se Rafaela passa mal e não PODE ir pra escola, eu me voluntario pra ficar em casa (pq tem que ter aviso prévio de uns 6 meses pra mãe do Mick ficar com ela e pq aqui, se criança for doente pra escola, eles ligam pra vc ir buscar). Tem a opção de Mick ficar em casa com ela e trabalhar a partir de casa, mas nunca dá certo pq ela quer atenção e ele passa o dia pendurado no telefone.
O povo todo do escritório deve dizer essa mesma coisa sobre mim mas eu não discuto pq é verdade que eu sempre fico em casa para cuidar da Rafa quando é preciso (por mais que eu tenha deixado isso bem claro no dia que eu fiz a entrevista pro emprego com o chefe-mór!).
O que mais me irrita é que desde a quinta-feira (retrasada) eu não tinha NADA pra fazer no escritório. N.A.D.A.
Na segunda-feira eu tinha terminado meu trabalho inventado às 11:00 e depois fiquei aqui de cara pra cima esperando pra ver se ia entrar algum email com abacaxi para alegrar meu dia. N.A.D.A. novamente.
Eu já falei isso pra meio mundo (inclusive chefe-mór): não fede nem cheira eu estar no escritório ou não (a não ser quando nós temos que cobrir a ausência de metade do departamento de comercial, aí sim pq eu herdo clientes dos outros).
Verdade é que eu já cansei de reclamar pra chefe que ele tem que me dá mais trabalho, cansei de inventar trabalho pra mim mesma, cansei de escutar comentários bestas pq eu fiquei em casa com a minha filha passando mal e cansei de todos os dramas aqui de dentro (sabe empresa pequena onde tudo o que rola é joguinho de poder e fofoca de quem tá dormindo com quem??!!).
C.A.N.S.E.I.
Vou esperar até o final do ano para ter mais certeza da minha decisão e, se nada mudar, eu vou pedir demissão e procurar uma coisa que seja a certa pra mim (por mais que esse ainda seja um momento bem delicado para a área específica que eu quero).

PS 1: eu fiquei tão irritada com tudo isso que quando fui no médico para mim, na quarta-feira, eu nem pedi atestado médico para mim pq era capaz de eles falarem que eu tinha inventado doença pra receber o salário dos dias que eu havia ficado em casa.
PS 2: a última vez que eu fiquei em casa com a Rafa nesse ano foi em março por dois dias. Nas vésperas de viajarmos pro Brasil pq ela estava com virose estomacal e eu fiquei apavorada com a idéia de viajar 20 horas sozinha com ela.

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Planejando

Eu ainda estou enrolada com o roteiro da minha irmã.
Já tenho uma idéia do que vamos fazer na Bélgica e isso era o mais complicado, então já estou mais tranquila. Mas agora estou com dois problemas e preciso da ajuda de vcs:

1 – eu tinha planejado ir para Amsterdam no dia 26/12, mas é feriado na Holanda, não é????!!!!
Na Bélgica não temos o feriado de Boxing Day, é só o dia 25/12 mesmo, mas eu acho que já ouvi dizer que na Holanda dia 26/12 tb é feriado …
Pergunta derivada do problema: feriado em Amsterdam é igual feriado na Antuérpia (com exceção de restaurantes, TUDO vai estar fechado) ou é como nas cidades turísticas do Brasil onde tudo abre com ou sem feriado??!!!
* se não rolar Amsterdam por causa do feriado, eu tenho que achar algum destino onde não seja feriado!! Será que é feriado na Alemanha????

2 – eu vou sozinha com a minha irmã para Paris (sans Rafa e sans Mick) para podermos ir no Louvre e talz. Vão ser dois dias de Paris nas vésperas de ela ir embora.
Mas eu queria matar dois coelhos com uma cajadada só e ir na Disneyland Paris no dia 20/12 (um dia depois que minha irmã chegar … assim eu visito a Disneyland e esse seria um dos presentes do Sinterklaas pra Rafa pq eu não quero comprar brinquedos, livros ou filmes pra ela mais esse ano).
E é aí que moram várias dúvidas:
a) pelamordetudoqueésanto, me falem que eu vou encontrar a Bela Adormecida na Disney!! Rafaela quer nascer a Bela Adormecida na próxima encarnação, vocês não têm noção. Esse esquema de prometer viagem/passeio como presente do Sinterklaas (que é dia 06/12!) para uma criança de 3 anos e meio só funciona se a oferta for MUITO boa (exemplo: Rafa, o Sinterklaas falou que podemos visitar o castelo da Bela Adormecida quando a titia vier aqui em casa!).
b) nós não vamos para as atrações tipo carrinhos, montanhas-russa e essas coisas. Nós curtimos VER/VISITAR as atrações (e eu já vi que eles enfeitam a Disney para o natal), mas será que é uma boa ir em dezembro???
Eu sei que vai estar frio e sei que deve ser bem mais bonito na primavera, mas dá pra curtir no inverno mesmo assim?
Nós, provavelmente, iremos só para um dia, saímos daqui no domingo cedo e voltamos no final do dia do domingo (são 2 horas e um tantinho lá de casa).

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Cadê o brigadeiro que tava aqui?!

Sabe o que mais me incomoda quando o tempo começa a ficar cinza e frio?!
Eu começo a me preparar para hibernação! Sério, é praticamente uma tarefa hercúlea controlar o apetite o dia inteiro.
Eu já perdi 2kgs dos 5 que ganhei no mês anterior à feira (resultado de noites e mais noites na frente do laptop com uma panela de brigadeiro do meu lado – e, sim, eu como uma panela de brigadeiro sozinha e em uma noite sem ter overdose de açúcar ou chocolate).
Agora faltam 3kgs que me forçam a enfrentar toooooooda a preguiça do mundo e me enfiar na academia três vezes por semana.
Eu sei que nem está frio ainda (aqui tá fazendo uma média de 14°c todos os dias), mas quando eu saio do escritório já está escuro e todas as células do meu corpo berram que querem comer massa com molho cremoso (e cheio de queijo) e depois sentar na frente do sofá pra ver televisão. Eu tô indo pra academia meio que automaticamente, tentando não pensar no assunto.
Pego a Rafa, pego o Mick, paro em casa pra trocar de roupa, pego um smoothy na geladeira e vou. O difícil é aguentar a discussão entre a parte gorda e acomodada do meu cérebro e a parte que quer pq quer entrar na calça sem sentir a circulação sendo cortada, durante o trajeto trabalho – pós-escola da Rafa!!!
E no caminho de casa Mick sempre tem a petulância de falar “fica em casa, vai. A gente pode jantar normal e ver um filme.” … a parte gorda do meu cérebro faz festa pq encontrou suporte e eu começo a ficar na dúvida.
Tá difícil … muito difícil.
Ainda mais agora que eu mudei toda a minha série de musculação (e desisti de ficar imitando macaco, leão, tigre e elefante na so-called aula de zumba). Ontem eu estava andando como se estivesse grávida de 9 meses (sabe aquela época em que a gente incha tanto que não dá mais para andar como seres humanos normais e começa a andar igual pato??!!!) por causa da dor nas pernas … músculos que eu nem sabia que existiam estavam latejando.
Eu queria tanto ter a personalidade forte nesse quesito!! Queria tanto poder enfrentar chuva, vento e escuridão para ir para academia (sem ter que estar morrendo com stress de trabalho pq essa é a única forma de eu ir pra academia sem ter parte nenhuma do meu corpo questionando a decisão).
Também queria tanto que inventassem um chip ou qualquer outra coisa que te desse altos choques quando vc colocasse um pedaço exagerado de chocolate na boca (ou comesse uma panela de brigadeiro!), ou quando resolvesse que a metade do bolo de frangipane (tipo um bolo de amêndoas) nem é TÃO grande assim e dá pra comer sozinha, ou quando vc resolver que um pratão de espagueti à carbonara nem é assim uma refeição super pesada para as noites frias … afeee.

P.S: foi bem legal ler os comentários do post anterior. É bom saber o que outras pessoas pensam e as decisões que tomaram levando em conta seus estilos de vida.
Eu só queria comentar mais uma coisa: gente, é sério que é costume aqui e na Holanda os avós cuidarem das crianças?????????
A mãe do Mick avisou desde que mudamos pra cá que ela não era babá de seu ninguém e, apesar de ter melhorado MUITO hoje em dia, eu sei que ela não mudaria a vida dela para tomar conta das netas (leia-se: salvo em casos extremos, nunca que ela ia deixar a rotina dela de lado para cuidar de Rafetes ou da Milla … mesmo que a rotina seja assistir dramalhão alemão na televisão de tarde).
Eu já julguei e já fiquei puta com a mãe dele por isso, mas hoje em dia não me incomoda mais. Deixa ela curtir a vida dela e nós nos viramos com a Rafa. Mas eu bem achava que isso fosse comum por aqui, essa coisa de cada um se cuidar da sua própria vida =o/

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Trabalho x filhos

(Antes de começar, para que eu não seja apedrejada: o post ilustra as MINHAS idéias e eu não as considero uma regra geral a ser seguida. Cada um sabe o que é melhor para si mesmo e deve fazer aquilo que lhe traz satisfação)

Há bastante tempo eu não falo sobre isso aqui, mas ontem eu recebi um email-despedida de uma amiga minha que está saindo da empresa onde trabalhava há 10 anos.
Essa amiga é uma daquelas pessoas que nunca quis parar de estudar, ela saiu direto da faculdade para uma pós, depois da pró foi transferida para o escritório da empresa na Alemanha, onde ela emendou um mestrado e mais milhões de cursos.
Há alguns anos atrás, ela deu uma desacelerada e criou espaço para aproveitar a vida. Cortou alguns cursos e parou de trabalhar até às 23:00 todos os dias.
Depois de um tempo ela conheceu um super gerente da empresa concorrente e os dois se deram bem desde o início: mesmos objetivos, mesma vontade de chegar láááá em cima, mesmo vício por trabalho e mesma vida corrida.
Eu juro que eu não sei como que eles faziam para conciliar a vida de casal deles com a vida profissional, mas eles deram um jeito e casaram há dois anos.
Quando ela me contou, em julho/2008, que estava grávida eu tive uma mini crise de ansiedade por ela. Meu, ela e o marido estão SEMPRE viajando à negócios, cada um para um canto. Ela NUNCA saiu do escritório em horários normais.
Enquanto eu estava desesperada no telefone perguntando como que ela ia fazer com um bebê, ela me respondia calmamente “faço igual você fez com a Rafa, coloco em uma boa creche”.
Resolvi então me preocupar com a minha própria vida e deixar ela em paz, afinal de contas eu tinha feito isso mesmo – mas com uma diferença, lá em casa era só UMA workaholic! Eu trabalhava até às 20:00, mas Mick buscava Rafetes às 18:00.
O tempo passou, ela percebeu que filho é muito menos previsível do que se gostaria e ELA mudou. Um mês depois do filho dela nascer, o foco dela era ser mãe e não mais a power gerente de uma empresa gigante.
Eu estava com ela no telefone depois que ela deixou o filho na creche pela primeira vez … ela não conseguia falar uma palavra (o sentimento de culpa irracional que toda mãe conhece).
Toda vez que conversávamos ela repetia para mim o que dizia para si mesma: “com o tempo eu me acostumo e volto ao ritmo do trabalho”.
O filho dela tem 9 meses agora e ela não viu a primeira vez que ele engatinhou, não estava com ele a primeira vez que ele andou com apoio e não estava lá quando ele tomou seu primeiro tombo.
Semana passada ela pediu demissão pq não quer perder nada mais da vida do filho.
Eu não a julgo, acho que cada um deve fazer aquilo que acha melhor para a sua vida e para aqueles que estão ao seu lado. O marido dela apoiou a decisão do início ao fim.

Eu, pessoalmente, nunca me senti culpada por ter perdido primeira engatinhada, primeira palavra e etc. Eu sempre me senti feliz por ver a Rafa fazendo alguma coisa nova, e não me importava se já era a vigésima vez que ela fazia tal coisa.
Eu também não me sentia culpada com a creche em SP (e olha que Rafa arrumava escândalo pq não queria ir pra casa!!!). Me senti culpada com a creche daqui mas é pq a creche não era boa.

Hoje em dia eu me sinto culpada nas reuniões de pais quando vejo um monte de mães que não trabalham e estão sempre organizando algo para a escola. Ou podem buscar seus filhos nos horários certos.
Eu me sinto culpada quando eu sei que a Rafa está cansada mas TEM que ir pra escola e para a pós-escola, me esperando até às 18:00.
Me sinto culpada por não ter tempo de ficar batendo papo com a professora para saber do desenvolvimento da Rafa.
Me sinto culpada pq eu só interajo com a Rafa de verdade nos finais de semana (pela manhã nossa vida é super corrida pq temos que nos arrumar e arrumar a mochila dela e quando eu a busco da pós-escola ela dorme dentro do carro e não acorda mais até o outro dia).
E é claro que eu já pensei diversas vezes em pedir demissão e ficar em casa … mas tem uma coisa que me faz ficar no emprego: hoje em dia seria ótimo pra Rafa se eu a pudesse buscar na escola, daqui a alguns anos ela vai ter dever de casa e eu gostaria de poder ajudá-la, mas o que eu faço da minha vida quando ela tiver 10, 11, 12 anos e eu deixar de ser uma “necessidade” na vida dela??!!!
Quando ela não quiser mais que eu a leve pra escola, ou quando não quiser mais ajuda no dever de casa?! Eu quero criar a Rafa para voar sozinha, não quero que ela seja dependente de mim, mas se eu desistir da minha vida agora para me dedicar à vida dela será que eu não vou atrapalhar esse processo querendo mantê-la como meu baby por mais tempo??!!!
E, para mim, abrir mão do trabalho significa abrir mão da minha vida como indivíduo.
Eu não tenho muitos amigos por aqui que não sejam amigos do Mick. Eu não saio para muitos lugares se não for com o Mick.
Tudo o que é separado do Mick (“amigos” só meu, conhecidos só meu, jantares sem Mick, viagens sem Mick, happy hour sem Mick) é fruto das conexões que eu fiz via meu emprego. Se eu abrir mão do meu emprego, meus “amigos” aqui continuarão trabalhando e eu não vou ter muito tempo para encontrá-los. Se eu abrir mão do meu emprego eu não vou mais ser convidada para participar de happy hours (e mesmo que seja, não vou estar mais no loop das conversas); se eu abrir mão do meu emprego eu só vou conhecer pessoas novas através do Mick ou da Rafa (mães de amiguinhos).
Hoje em dia a idéia de um segundo filho não me terroriza mais, então esse assunto voltou à mesa (eu largar meu emprego), mas mesmo que por um lado eu fique seduzida por uma vida sem dramas de escritório e sem chefe, eu ainda enxergo esse passo como uma forma de apagar completamente a minha identidade pessoal e passar a ser só a esposa do Michaël e a mãe da Rafa.

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Visitando a Bélgica

Eu estou começando a organizar a viagem da minha irmã em dezembro e, ao montar a programação (fato inédito na minha vida!), eu lembrei de uma conversa que eu tive com a Mi quando estávamos em Reading: não tem muito o que ver e fazer na Bélgica.
Meu, vocês não fazem idéia de quantas vezes eu escuto isso! E eu tenho uma explicação: os livros de viagem que abordam a Bélgica como assunto dão muita ênfase a coisas pequenas e se concentram muito em duas cidades: Bruxelas e Brugges:
1- Bruxelas
Eu tenho pavor de ter que ir em Bruxelas. Acho tudo extremamente overrated, bagunçado, sujo e desorganizado.
É bem verdade que algumas construções de Bruxelas são bem bonitas (eu amo o Palácio de Justiça na Avenida Louise, também amo a catedral gótica que é ali pelas redondezas), mas eu não acho que valhe a pena passar um findi em Bruxelas.
Todos os livros dão uma puta ênfase ao “manneken pis” (a estátua do menininho fazendo xixi), dando a impressão que ele fica localizado numa praça imponente e talz. Eu não acho graça e acho ridículo eles considerarem essa estátua um super marco para a cidade.
2- Brugges
Brugges é bonita e romântica, mas também é uma cidade que logo cansa. O estilo das igrejas e da cidade inteira são praticamente uniformes então, depois de um dia andando pela cidade, você tem a impressão que já viu tudo o que tinha que ver. (eu me diverti mais da última vez em Brugges pq eu visitei as lojinhas e talz).

Outras cidades que você já deve ter ouvido falar:
* Namen (ou Namur)
Namen é uma província meio que no meio da Bélgica e é cheia de castelos. Alguns castelos viraram hotéis, outros viraram restaurantes ou edículas de vinho.
Eu ainda não sei quais castelos queremos visitar ou se vamos nos hospedar em um, mas é um passeio que valhe a pena.
* Gent
É uma cidade universitária, ou seja, bomba durante a semana e fica bem parada nos finais de semana de outono e inverno (na primavera e verão é diferente pq os finais de semana atraem turistas e visitantes). Mas mesmo assim Gent é considerada uma cidade grande por aqui, então além das igrejas e outras construções legais para se visitar, há várias opções de restaurantes e lugares para ir, acomodando pessoas com todos os gostos.
* Antuérpia
Eu acho um pecado a Antuérpia ser principalmente conhecida como a capital do diamante quando ela tem TANTO mais para oferecer (na verdade, as ruas com lojas de diamantes são umas três ruazinhas estreitas que ficam perto da estação de trem … ruas que eu sequer perceberia se não soubesse o que estava procurando).
Eu adoro a Antuérpia pq todas as pessoas estão dispostas a conversar em inglês contigo (diferente de Bruxelas onde muitas pessoas só falam francês!). Segundo que, como centro da Antuérpia é menor do que o centro de Bruxelas, tudo fica mais concentrado.
São vários restaurantes, vários barzinhos, vários “danscafés” (que são pubs com música e talz) e (para quem quer ir às compras), o Meir (que é uma espécie de rua com várias lojas e mini shopping, onde o trânsito de carros é proibido … as lojas de designers ficam nas ruas paralelas).
Fora isso ainda temos igrejas antigas, a “city hall” no meio da cidade, uma catedral linda (eu nunca entrei pq eu me recuso a pagar para entrar numa catedral na cidade onde eu moro e pago impostos!!) e temos o “kaai”, que é o limite da cidade da Antuérpia na beira do rio Schelde, com um pequeno castelo.

Em termos de passeios, esses são os meus favoritos:
- Bokrijk (em holandês)
Bokrijk é um museu à céu aberto onde, em 1252 foi construído uma igreja e ao redor uma comunidade foi se desenvolvendo.
A igreja, as casinhas e as outras construções foram preservadas e o estilo de vida dos camponeses do século 14 é mostrada todos os dias.
Bokrijk é mais legal na primavera pq fica no meio de um bosque extenso, mas no inverno eles organizam “noites de inverno” onde algumas fogueiras são acendidas e você pode beber “gluwijn” (vinho aquecido com canela e outras especiarias), ou “jenever” (que é parecido com gin e existem vários sabore diferentes: o meu favorito é a jenever de baunilha).

- Museu Hergè (Museu do Tintin) (em francês)
Eu sabia que o Tintin era belga, mas não sabia que existia um museu dedicado à ele. Abriu esse ano, em Leuven, o Museu Hergè que, além de exposições diversas, exibe constantemente desenhos, rabiscos e filmes do personagem.
O prédio do museu é super moderno e com vários detalhes legais para quem se interessa por arquitetura e engenharia.

- Mini Europe
Eu só fui durante o verão e estava um dia gostoso. Não sei como é durante o inverno (nem sei se eles abrem durante o inverno!!!).

- Feiras
Eu sinceramente não sei se isso é comum na Europa inteira ou se é uma coisa belga, mas todo santo final de semana pipocam centenas de feiras livres. Eu adoro ir na feira na Antuérpia (até pq é perto de casa).
Coisas que eu sempre compro: queijo de cabra fresco, azeitonas frescas, amêndoas, nozes, amendoim e, é claro, frutas. Dá pra comer hamburguer, escargot feito na hora, caracóis feitos na hora, queijos frescos, beber vinhos e cervejas (e vc sempre encontra alguma barraquinha servindo wok).
Essas feiras também servem como uma espécie de mercado de pulgas, então vc encontra várias barraquinhas onde as pessoas vendem objetos de decoração que não querem mais por preços super baixos (eu já comprei um cinzeiro enorme de cristal por 2 euros).
Em Luik (ou Liège) existe uma feira só para antiguidades (móveis, objetos de decoração, livros, etc) que dizem ser interessante. Mas como antiguidade não é minha praia, eu nunca fui.

- Cervejas
A Bélgica tem zilhares de cervejas e existem alguns barzinhos que servem um grande número dessas cervejas para degustação. Nós não bebemos cerveja em casa então não tenho muitas referências, mas levamos um casal de amigo nossos em um desses barzinhos em Brugge e eles curtiram bastante poder provar as cervejas de maçã, de banana e de framboesa, sem contar as cervejas tradicionais.

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