Conhecendo a Bélgica – lembrancinhas

Dando continuidade ao post anterior.
Outra tradição belga que gira em torno ao nascimento do bebê: lembrancinhas comestíveis. Mais especificamente amêndoas açucaradas (suikerbonen).

Entrar dentro de um quarto de maternidade aqui na Bélgica é o equivalente a entrar dentro de uma loja de doces (eu vou tirar foto do meu quarto quando estiver no hospital para vocês verem). Geralmente são vários doces expostos das mais diversas formas para dar de lembrancinha.
Oferecer uma lembrancinha quando alguém te visita no hospital (ou em casa) é tão comum quanto oferecer lembrancinha no final do casamento, mas cada país acaba tendo seu próprio costume.
Eu sou contra lembrancinhas “inúteis”, enfeites que não vão me servir pra nada e que, depois de muito tempo ocupando espaço, eu acabo jogando fora. Quando a Rafa nasceu, como era verão, nós oferemos pequenos sabonetes artesanais de uma loja de sabonetes que tinha no Shopping Vitória (tinha um de menta com eucalipto que literalmente refrescava sua pele!! Foi meu vício durante a gravidez).
Se não tivesse escolhido os sabonetes, teríamos oferecido alguma coisa comestível (hoje em dia eu teria optado por aqueles tubinhos de brigadeiro e bem-nascidos).

Na Bélgica a tradição é oferecer amêndoas açucaradas (apesar de muita gente optar por substituir as amêndoas por M&M para deixar as lembrancinhas mais coloridas).
As minhas favoritas são essas:

Escolhemos essa bolha com amêndoas açucaradas e um chaveirinho de golfinho e mais essas caixinhas azuis, com amêndoas dentro, fechadas com um golfinho-imã.

(Fonte: FOTOLUCAS – onde encomendamos as lembrancinhas – e os cartões de nascimento)

Conhecendo a Bélgica – Cartão de nascimento / Geboortekaartjes

Como a Bélgica é praticamente dividida em três micro-países distintos, não é tudo que eu posso dizer ser uma tradição BELGA. Muitas tradições flamengas (parte que fala neerlandês) não são iguais na região da Valônia (parte que fala francês), assim como não são reproduzidas na região de Ardennes (parte que faz fronteira com Suiça – eles falam francês e alemão). No entanto, uma das tradições que realmente é reproduzida país à fora é uma relacionada ao nascimento de uma criança.
TODO nascimento na família é anunciado por meio de um cartão personalizado (pra falar a verdade belga ama ter desculpa pra mandar cartão, nunca vi!), como esses:

(Fonte: FOTOLUCAS – que é onde encomendamos o nosso.)

Como a Rafa nasceu no Brasil na época que morávamos lá, não enviei cartão anunciando o nascimento dela – foi por email – e não tenho exemplo pra mostrar. Esse abaixo é de um amigo nosso:

Esse é um costume que eu adoro (mesma coisa com os cartões personalizados que vc manda no natal com foto das crianças da família ou com a família inteira), mas tem um pequeno detalhe que me custou bastante tempo para achar “normal”: a parte mendiga do cartão.
Além das informações básicas (nome da criança, peso, tamanho, padrinho, em qual hospital vcs estão e o endereço de casa), os cartões exibem sua conta bancária e/ou as informações da loja onde você deixou sua lista de presentes.

Tipo, você não manda esse cartão só para os mais chegados, você manda esse cartão para TODO mundo (amigos, conhecidos, povo do trabalho, vizinho, vizinho da mãe, etc etc etc) e ninguém é obrigado a te dar presente ou fazer depósito na sua conta, mas eu achava (ainda acho, um pouquinho) o cúmulo você mandar um cartão praticamente pedindo presente!!!!!
Quando eu comentei no trabalho que eu não queria colocar minha conta bancária e/ou lista de presentes no cartão ficou todo mundo me olhando com a mesma expressão que olhariam se eu tivesse anunciado que estava indo fazer uma excursão em Marte no ano que vem.

Ahhhh, outra coisa que eu achava estranha no jeito belga de ser é que o cartão te avisa quando você é bem vindo para visitar a mãe e o bebê. Geralmente esses cartões são enviados no dia do nascimento, ou no dia depois logo pela manhã, e muita gente não gosta de receber visita no primeiro dia de hospital (eu tb não quero), então o cartão diz que você pode ir visitar no hospital a partir do dia X. E, se for visitar em casa (aqui se fica uma média de 4 dias no hospital), tem os telefones dos pais no cartão para você marcar a visita e já uma indicação de qual horário é mais apropriado (essa coisa de horário não tem em todos os cartões, mas tb não é raro se encontrar um assim).
Ontem estava conversando com meu pai no Skype e disse que no dia que ganhar bebê, eu não quero visita. Quero limitar tudo em Mick + Rafa, mamãe (que vem ficar 1 mês aqui) e sogra + sogro. No outro dia pode virar oba-oba, mas no dia eu quero um pouco de paz. A reação de papai foi a esperada “e como que você vai ficar regulando visita menina?!”. Eu disse que era só eu avisar que não queria visita. Vocês fazem idéia da cara de horrorizado dele???
Acredito que no Brasil muitas pessoas se sentiriam ofendidas se você falasse que não queria visita logo no primeiro dia, aqui é comum você ser sincero sobre quando quer ou não quer ser visitado e as pessoas não levam isso à mal (no entanto, acho que se alguém falasse que não quer visita durante o primeiro mês, as coisas seriam diferentes).

No final das contas, além de eu amar a idéia de cartão personalizado, eu acho super prático você anunciar o nascimento do seu filho dessa forma. E sim, eu fico super sem graça de inserir a parte mendiga no cartão, mas é muito prático você saber exatamente onde pode comprar um presente pra aquela pessoa.

Eu ia aproveitar esse post pra falar sobre a tradição das lembrancinhas, mas o post já está grande. Vamos deixar pro próximo.

Oi? Tudo bem? Quanto tempo!

Se alguém me pedisse para resumir minha segunda gravidez em poucas palavras, eu não teria dificuldades nenhuma:

1 – enjôo – que, ao contrário do que reza a lenda, pode durar bem além das 12 semanas (!!!) ;

2 – antipatia – eu não fiquei antipática de verdade, mas fiquei anti-social, sem vontade de ninguém e sem saco pra nada. Uma chata;

3 – cansaço – vcs não fazem idéia do cansaço que eu sinto. Não é sono, é exaustão mesmo, de vc TER que sentar e ainda ficar ofegante por uns minutos;

4 – mau humor – não é sempre, mas tem dias que o nível da minha paciência está lá embaixo e eu fico de mau humor sem explicação ou motivo. Geralmente quem sofre é aquele povo do escritório que SÓ sabe reclamar;

5 – surpresa – acho que as pessoas teriam que me conhecer para entender o grau de choque em que fiquei no dia que me descobri grávida de um menino. No início da gravidez eu queria uma menina de novo e tinha certeza absoluta que ia ficar decepcionada se estivesse esperando um menino. Duas semanas antes de fazer a ultra para descobrir o sexo (não deu pra ver com 16 semanas), eu sonhei que tinha um menino e fiquei meio apaixonada pela fofura do bebê quando acordei. No dia que descobri o sexo foi uma puta surpresa, mas a maior surpresa foi eu ter ficado genuinamente, imensamente feliz por estar esperando um menino. Eu ainda me pego pensando “tem um MENINO crescendo dentro de mim!! Como pode?!” mas não consigo me imaginar grávida de outra menina.

Portanto pessoas, eu sumi. Sumi do blog (pq eu não quis renovar o contrato com o servidor já que não estava afim de postar), sumi do Twitter (pq quem não tem nada pra falar, melhor ficar calado) e só não sumi do Facebook pq tinha que manter algum contato com o mundo civilizado.
Hoje, com 31 semanas de gravidez, eu posso dizer que a antipatia está passando!!!! Viva!!!!!
Finalmente estou voltando a ser eu mesma e a reconhecer algumas atitudes. Ex.: a Fernanda normal NUNCA diria não à um happy hour com as amigas, a Fernanda Hormonal não iria querer nem ser convidada. Chatíssima, estranhíssima. Péssimo!

Com a antipatia e a fase anti-social passando, o blog volta, o Twitter volta e minha vida internética volta ao normal.

Só uma coisa, eu ainda não sei que rumo quero dar ao blog e também não quero definir isso agora. Por enquanto vou postando sobre o que me vier na cabeça e por aí a gente vai =)

Testes em animais: vamos fazer alguma coisa?


Fonte

Posso confessar uma coisa?!
Eu sou daquelas que atravessam a rua quando vejo pessoas do Greenpeace e outras organizações do tipo. Mas talvez não pelo motivo que vocês estejam pensando …
Nunca procurei saber muitas coisas sobre crueldade animal e empresas que usam animais para testar seus produtos pq eu simplesmente tenho PAVOR de esbarrar com fotos que irão me traumatizar.
Então, para me sentir melhor comigo mesma, eu decidi ignorar o assunto e fingir que não é comigo. Ridículo, não?! Mas essa é a verdade.
Não me levem à mal, eu não sou uma pessoa completamente contrária ao meio ambiente e muito menos à causa animal, mas já passei dias inteiros chorando por causa das “propagandas” do Greenpeace e WWSF. Me dá uma crise de desespero enorme saber que tem pouquíssimo que eu posso fazer para ajudar esses bichinhos (eu faço minhas doações mensais a algumas organizações mas a gente nunca sabe se está ajudando MESMO, não é?).

Na semana passada eu me deparei com esse post no Lacquerized, e não é exagero falar que ele mudou a minha postura em relação à muitas coisas.
Foi então que resolvi perder o medo do site do Peta e fazer um pouco mais para ajudar uma causa que eu quero suportar de verdade.
Aqui embaixo vocês vão encontrar uma lista de empresas de cosméticos que garantem que todos os seus produtos (e ingredientes necessários para a conclusão de tais produtos) são “cruelty free”, ou seja, não são testados em animais.
É verdade que muitas marcas queridinhas não estão na lista (alô L’Oreal) e isso causa um certo desconforto, mas existem MUITAS marcas legais que compensam (M.A.C te amo!).

Abercrombie & Fitch
Aussie Mineral Makeup
Aveda
Avon
Baby Bliss
Bare Escentuals
bareFaced Mineral Cosmetics
Bath & Body Works
Bobbi Brown
Bourjois
The Body Shop
Bumble and Bumble
California Baby (o protetor solar hardcore que eu uso na Rafa é da California Baby e eu super recomendo)
Calvin Klein Cosmetics
Clarins
Clinique
Essence
Essie
Estée Lauder
Etos
Gosh Cosmetics
H&M Cosmetics
Hema/Miss Helen
Herôme Cosmetics
Jo Malone
L’anza
L’Occitane
LUSH
M.A.C.
Nars
OPI
Revlon
Sephora by OPI
Smashbox
SpaRitual
Too Faced
Urban Decay
Weleda

Pontos importantes:
* a lista inteira você encontra no site do Peta mas lembrem-se que algumas marcas européias não estão na lista por não serem comercializadas nos EUA (i.e. Etos);
* a L’Oreal Paris, a Lancôme, a Shu Uemura e mais algumas marcas da L’Oreal ainda conduzem testes em animais em alguma parte do processo de criação de seus produtos, mas antes de riscar a L’Oreal por completo da sua lista, pensem que a L’Oreal é GIGANTE e tb são donos da The Body Shop e da Essie. A solução é banir algumas marcas da L’Oreal da sua whish-list e esperar que eles tomem a decisão de ser completamente contra a violência animal;
* a partir de 11 de março de 2013 será proibido o comércio de produtos cosméticos ou de limpeza que usam animais para testar seus produtos em todos os países da União Européia (link direto);
* somente 6% dos testes realizados em animais são para fins medicinais. Ou seja, uma grande porcentagem de animais ficam cegos, sofrem queimaduras sérias e outras coisas horrorosas para que eu e você possamos ter menos rugas, ou um spray para limpar fornos que faça todo o trabalho por nós;
* a lista acima não retrata uma situação permanente; empresas mudam de política o tempo todo então não é impossível que uma empresa se declare “cruelty free” amanhã, por exemplo;
* eu não estou convocando ninguém para sabotar marca X ou Y. Cada um faz o que achar melhor e cada um tem sua opnião. A minha é de que eu não preciso de mais um Génefique para sobreviver quando posso tranquilamente comprar um produto tão bom quanto (Advanced Night Repair anyone?!);
* o post sobre o Génefique sumiu exatamente pela razão acima.

UPDATE: A primeira a gente nunca esquece …

De natal Mick me deu uma bolsa Marc Jacobs que eu estava namorando há meses mas estava com usuragem de comprar.

Depois disso eu resolvi que não ia mais comprar bolsas assim pr tipos, nem precisa né?!
Mas o problema é que a minha Marc Jacobs não é exatamente pau pra toda obra (ela é lilás e não dá pra combinar com tudo), então eu *precisava* de uma bolsa básica.
No Brasil eu testei a Speedy (Louis Vuitton) da minha amiga-irmã e já tinha me decidido por ela (pq tipos, tá aí uma bolsa que é forever classic & chic). Mas depois da viagem à Londres, eu fiquei na dúvida pq nunca vi tanta bolsa falsificada na minha vida!! Perdeu a graça.
Decidi optar por outra da Louis Vuitton: a Montorgueil

Mas antes de ir lá e comprar de fato, eu queria dar mais uma “volta” pelas lojas que me interessavam para ver se não ia me arrepender.
Então nesse final de semana aproveitei a visita da minha amiga super perua Marina e lá fomos nós bater perna pela Holanda para achar a bolsa perfeita.
Tipo, em um final de semana perfeito, regado de caipirinhas de morango, outras coisas nada light e muitas gargalhadas, eu já nem me lembrava da “preocupação” em encontrar a bolsa … até que rolou aquele momento todo “meus olhos encontraram os seus e então descobri o que era amor” hahahhaha

Minha primeira Prada!!!!!
Se me perguntasse qual objeto eu levaria se fosse para uma ilha deserta vcs têm a menor idéia de qual seria???? :p

Conhecendo a Bélgica – a bicicleta

Não é novidade que, em alguns países da Europa, a cultura de andar de bicicleta é bem forte.
Na Holanda e na Bélgica, a bicicleta é, em muitos casos, o meio de transporte mais comum (se não o mais importante).

contem as bicicletas

Na Bélgica (não sei se na Holanda é a mesma coisa), o esporte nacional é o ciclismo; os programas de final de semana na primavera/verão geralmente incluem bicicletas (pedalar em parques e pela cidade são as coisas mais comuns por aqui nos meses de calor e sol até tarde).
Adolescentes vão e voltam da escola com suas bicicletas todos os dias durante todo o ano letivo (= frio!); muitas pessoas que moram no centro das cidades (como nós) preferem ir para o trabalho de bicicleta (eu até entendo que é legal e talz, mas sério tem gente que vai trabalhar de bicicleta mesmo nos dias congelantes!!! Sem contar os 300 dias de chuva!); bicicletas são equipadas com os mais diversos tipos de bugingangas práticas desde sacola para carregar compras de feira/supermercado até um carrinho de madeira para carregar as crianças sentadas:

essas bolsa existem em todos os estilos, desde rosa colorida feita de um material plástico, até essas mais esportivas para trekking

acho que nesse carrinho cabem duas crianças pequenas sentadas

Praticamente todas as ruas oferecem faixa única para ciclistas e, quando essas não existem, os ciclistas podem circular na faixa para carros.

Ciclistas têm prioridade no trânsito (só devem parar para ônibus, bondes e pedestres), e podem circular pelas ruas até mesmo em pares (duas bicicletas lado a lado).
Não se pode buzinar para ciclistas, não se pode ultrapassar ciclistas de forma que ofereça o mínimo perigo à eles, não se pode “cortar” ciclistas no trânsito e a regra de trânsito que diz que “quem vem da via da direita sempre tem prioridade” vale ao dobro para ciclistas: eles podem vir de qualquer direção e terão prioridade.
Outra coisa que facilita muito a vida das pessoas é que a Bélgica é um país com mais de 80% de território plano. Nas regiões mais irregulares ou de “montanhas” não se vê tantas bicicletas quanto na Antuérpia, por exemplo.

As crianças aprendem a andar de bicicleta bem cedo. Rafa é um caso típico nesse assunto: ganhou a primeira bicicleta de verdade pouco antes dos três anos e agora, aos 4 anos e 2 meses, está aprendendo a pedalar sem as rodinhas de apoio.
Hoje eu já me acostumei, mas achava engraçadíssimo a quantidade de bicicletas mini que ficavam estacionadas na frente da escola da Rafa. Ultimamente a avó dela tem ido buscá-la na escola na hora do almoço e, quando ela volta pra escola para o turno da tarde, ela vai de bicicleta.
Nesse final de semana, aproveitamos o sol e o calor para levá-la para andar de bicicleta na rua atrás da casa da avó dela = rua da escola (eu moro no centro da cidade, não rola de encontrar uma rua sossegada pra Rafa pedalar a vontade).

* eu não ando de bicicleta então só posso comentar a partir do ponto de vista de motorista: eu acho uma puta falta de educação duas pessoas estarem andando de bicicleta uma do lado da outra e causando um mini engarrafamento!! *

A saga do cabelo

(da série: estou ficando obcecada pelo meu cabelo …)

Eu sou ansiosa. Muito ansiosa.
Do tipo que sofre por antecipação … do tipo que fica triste EM ABRIL pq ainda não sabe se vai poder ver a família no próximo natal (e esse nem é um exemplo fictício!!).
Obviamente, eu o.d.e.i.o ter que esperar para ver o resultado de algo.

Então vocês já sentiram como foi difícil atender ao pedido do marido e deixar o cabelo crescer, não é?!
Essa é a terceira vez que estou deixando o cabelo crescer desde que cortei bem curto no início de 2008. Já fazem 10 meses desde que fui no salão para cortar o cabelo de verdade e esse é um novo record (das outras vezes eu me enchi depois de uns 3 meses e cortei tudo curtíssimo de novo).
No entanto, estou chegando ao meu limite e já me pego sonhando com uma visita decente ao cabelereiro (eu gosto de cabelos longos, mas demora muito!!). Tirando a falta de paciência e a ansiedade para ter cabelos looongos novamente, o que mais me irrita é chatice que o cabelo vira no comprimento em que está.
Para driblar a chatice, resolvi que estaria sempre inovando. E é bem verdade que eu encontro certos obstáculos por causa do comprimento do cabelo (não dá pra fazer um coque gordo e chique, por exemplo), mas estou surpresa com a quantidade de coisas legais que está dando pra fazer.

Eu sempre gostei de tranças, então estou aproveitando que elas estão super em alta para incorporar no meu dia a dia.


Essa é uma trança de duas pontas que vi no Petiscos.
Não vou dizer que isso é a coisa mais fácil de se fazer, mas com jeitinho e um pouco de paciência se chega lá.
A idéia é que vc separe duas mechas de cabelo e torça ambas as mexas para a mesma direção. Com ambas mexas torcidas para a direita, digamos, vc vai trançar o cabelo para a esquerda. É difícil explicar escrevendo, então eu aconselho que vcs assistam ao vídeo no Petiscos.
No final vc arremata com um coque relaxado.

Outra dica: quando eu estou sem tempo e paciência, eu simplesmente faço uma trança comum, no lugar dessa trança de duas pontas, e prendo o cabelo com um rabo de cavalo.


Coque simples e bagunçado (ficaria melhor se meu cabelo fosse grande, mas oh well)
Sabe aquele coque que vc aprendeu a fazer tipo, quando tinha 6 anos?! É esse!
Eu faço um rabo de cavalo e puxo um coque quando vou dar a última volta com o elástico de cabelo. Com ele preso, eu dou uma bagunçada básica com a mão para ficar com essa cara de que está desabando.
Fica arrumadinho seu cabelo está arrumado na frente, mas combina bem com meus dias de cabelo arrepiado (até parece que os meus cabelos estão arrepiados de propósito. Amo!!)


Cabelo pra trás, todo preso com grampos (dá pra ver eles fugindo na foto maior). Eu fiz isso no cabelo para ir no casamento no Brasil, a diferença é que, para ir ao casamento, eu torci algumas mexas para conseguir mas volume. Quando eu quero uma coisa mais básica, eu faço como na foto.


Rabo de cavalo (que tá mais para rabo de coelho) descentralizado.
É tão ridículo que nem merece muito o que falar. Quando eu estou de saco cheio do rabo de cavalo eu copio alguma atriz que vi em algum red carpet e descentralizo o rabo. É só não prender exatamente no meio.
Essa atriz (não lembro quem era) tinha o cabelo grande, então o efeito era outro. Mas é incrível como uma mudança literalmente milimétrica, me dá a impressão de estar super diferente.

Normaderm Pro-Mat

Quando eu contei aqui que estava precisando de cremes para cuidado do rosto, eu tive que lutar contra a minha ansiedade para não ficar falando o que eu achei de creme X ou Y.
Afinal de contas, como é que dá para saber de verdade se o creme atende às suas expectativas se você só o usou uma vez?!
Agora, duas semanas mais tarde, já posso dizer algumas coisas:

- Vichy Normaderm Pro-Mat
Tipo, se pudesse, eu casaria com esse hidratante e seríamos felizes para sempre!
Eu estava procurando algo que controlasse a oleosidade do rosto O DIA INTEIRO (pq não dá pra ficar lavando rosto, reaplicando creme e maquiagem no meio do dia), hidratasse, segurasse a maquiagem e oferecesse proteção solar.
Meu maior susto com o Pro-Mat foi o tamanho dele:


Bisnaguinha de 30 gramas

Obviamente já pensei que ia gastar os tufos tendo que reabastecer meu armário a cada duas semanas mas, por ele ter uma fórmula bem rica, não precisa de muito para espalhar no rosto inteiro.
A textura não é das mais leves, mas não chega nem perto de ser pesada. A absorção é rápida e a pele fica seca (eu já disse que eu tenho p.a.v.o.r de pele melecada??!!).
Assim que vc aplica, ele tira todo o brilho da pele (eu não curti muito o efeito mat total não, achei que fosse gostar …) mas não dura muito. Uma hora depois vc já está com brilho nas partes certas do rosto (brilho não necessariamente quer dizer excesso de oleosidade) e continua com a pele sequinha.
Eu adorei o poder de hidratação dele (e tipo, minha pele é mista e complicada: super seca na área da boca, bochechas e mandíbula, e levemente oleosa na zona T) e adorei que ele realmente deixa a pele hidratada o dia inteiro (se ele sobreviveu ao vento gelado do litoral belga, ele sobrevive à qualquer inverno!).
Segura a maquiagem?! Sim, mas ele não é um primer. Tem que lembrar disso. Como ele controla muito bem a oleosidade da pele, ele segura a maquiagem no lugar por muito mais tempo do que outros hidratantes, mas essa não é exatalmente a função dele.

Eu nem usei muita maquiagem hoje, mas dá pra ter uma idéia:


Eu estava usando base em pó (Studio Fix) + bronzer (Guerlain) para sombrear o rosto + blush (nos olhos só rímel e delineador; na boca o Love Lorn da MAC). Tinha passado isso tudo às 07:40 da manhã e tirei a foto às 19:00.

Conhecendo a Bélgica – Meir (Antuérpia)

Eu vivo falando aqui que vou “passar no Meir” ou que “comprei coisa tal em uma loja no Meir”, sem nunca explicar o que o Meir é.
Para começar o post, deixa eu falar que essa é a minha parte favorita na Antuérpia. Não só pq é a área mais comercial da Antuérpia, mas também pq acho a rua super charmosa, misturando a arquitetura antiga com lojas de departamento gigantescas. Sem contar que é diversão garantida sentar em uma das fontes, estátuas ou bancos e observar o povo ir e vir (amo!).

O Meir é a rua de lojas mais importante da Antuérpia, com 149 lojas apontadas para públicos diferentes. A localização do Meir também não é casual, já que ela está entre a centraalstation e a parte histórica da cidade (Groenplaats e Grote Markt), e não tem como ser excluída da rota turística.


Estação de trem da Antuérpia (Centraalstation)

O Meir bomba de gente durante o horário comercial e eu sempre falo que o mais engraçado é que, aos sábados, a língua mais difícil de vc escutar é o flamengo (holandês da Bélgica). E é incrível a quantidade de holandeses que vem pra cá nos finais de semana, faça chuva ou faça sol.

As construções que você encontra no Meir são bem similares, mas ainda assim guardam cada um a sua própria identidade. Com várias estátuas de bronze no alto dos tetos, é como se vc encontrasse alguma coisa nova para ver a cada passeio.


shopping no Stadszaal

Depois de passear em meio à tanta construção legal e a conhecer um pouquinho da cultura belga nem dá pra se sentir culpada em dar uma passadinha na MAC que fica no final do Meir hehe.

P.S.: cliquem nas fotos para visualizarem em tamanho grande.

Lush

Desculpem pelo sumiço e pelo descaso com o blog.
Semana passada foi uma semana complicadíssima no trabalho, com mais da metade do nosso mini departamento de férias. No escritório não dava nem para respirar. Chegando em casa, eu não conseguia reunir o mínimo de energia necessária para digitar um post …
Agora acho que as coisas voltarão ao normal.

No sábado aproveitamos que a Rafa estava com a avó dela para comprar algumas coisas que estávamos precisando. Como estava um dia muito bonito, resolvemos passear pelo Meir e arredores.
Uma das coisas mais importantes na minha lista era: shampoo e condicionador.

Meu cabelo é tão fácil de tratar que chega a ser chato, sabe?!
Por ele ser MUITO escuro, eu nunca ousei pintar (no máximo usei shampoos colorantes quando tinha uns 17 anos). E eu acho que é isso que me garante essa vida sem dor de cabeça quando o assunto é cabelos.
Em compensação, como eu disse, meu cabelo é chato. Eu tenho muito cabelo, fios muito grossos e ele é BEM liso. Ou seja, existem pouquíssimas coisas nesse mundo que me faça “mudar de cara”.
Estou deixando o cabelo crescer e isso o torna mais chato ainda … mas de umas semanas pra cá, por algum motivo misterioso, meu cabelo vive arrepiado!!
E nem é o frizz normal não (aquele que fica arrepiado no meio), é um arrepiado geral (tipo, lembram daqueles desenhos animados onde eles mostravam um gatinho branco, fofinho e peludo. Aí se dava banho no gatinho e ele virava uma coisa horrenda, depois secava o cabelo com o secador e ele virava uma bola de algodão??!!! Meu cabelo tá assim, extraindo a fofura do gatinho branco!!!).
Minha máscara da Bumble and Bumble acabou há duas semanas (era o único que estava domando os fios) e eu resolvi que, além da máscara, eu precisava trocar de shampoo&condicionador (pq tipo, usar a máscara como condicionador vai me falir).
Então voltei para bons conhecidos: o shampoo e o condicionador da Lush.

Eu vivo um caso de amor e ódio com a Lush.
Quando a loja abriu aqui na Antuérpia em 2008 (fica na esquina da Keyserlei com a Americalei), eu pesquisei o site deles inteiro para entender os produtos (pq eu gosto de novidades e queria pq queria comprar alguma coisa lá). Na época aminha maior preocupação era com meus cabelos que estavam sem brilho (resultado de banhos quentes), então dei maior importância aos tratamentos capilares, shampoos e condicionadores que eles ofereciam.
Decidi comprar o shampoo Cynthia Sylvia Stout e o condicionador American Cream … e, já que eu estava na loja mesmo, aproveitei para comprar uma máscara facial de chocolate (para pele ressecada – estávamos no inverno) e uma barra de sabonete que não me lembro (mas devia ter cheiro de fruta, baunilha ou alguma outra coisa enjoativa).
A máscara facial foi um fiasco: os produtos da Lush são feitos a partir de matéria prima fresca, sem aditivos, conservantes ou qq ingrediente químico, exatamente por isso o armazenamento dos produtos deve ser feito de forma apropriada. Uma cartinha que vinha junto com a máscara dizia para conservar o produto na geladeira e eu o fiz, toda empolgada com a novidade. Sem me tocar muito para o que estava fazendo, no primeiro dia, simplesmente peguei minha máscara da geladeria e fui passar no rosto. Pensa em esfregar uma pastinha, que ficou 24h na geladeira, no rosto!!! Eu te digo como é: nada legal!!
Tava gelado demais para a minha pele e tive que tirar logo. Quando aprendi que tem que tirar a máscara da geladeira um pouco antes de usar, esse problema foi solucionado. Mas o produto pinicava muito a minha pele e eu só devo ter usado essa vez antes de jogar o potinho fora.
O sabonete era um caso a parte; também feito com produtos naturais e frescos, ele era exatamente o que dizia ser: um sabonete artesanal que deve ser tratado com cuidado (ele derrete na velocidade da luz se vc deixar exposto dentro do banheiro). Eu ainda não estou acostumada com essa estória de ter um sabonete que não me encha de espuma e também achei bem chatinho tomar banho com ele por causa do formato (um bloco angular) e da textura (ele fica bem molengo quando está embaixo d’água). Mas era cheiroso e deixava a pele levemente perfurmada.

Agora o motivo do post: o shampoo e o condicionador.
O Cynthia Sylvia Stout é indicado para cabelos normais à secos e promete pesar os cabelos para diminuir o frizz enquanto amacia e dá brilho ao cabelo. Sinceramente: ele promete e cumpre.
No começo ele é estranho pq não faz muita espuma (e eu não estou acostumada) mas, passado o choque inicial, é só enxaguar para sentir os fios limpíssimos.
O problema: stout = cerveja, e sim, vai cerveja na fórmula o shampoo. Então tipo, visualiza meio copo de cerveja caindo no seu cabelo. Fede, não é?! Pois é, o shampoo tb!
Dizem que quando os cabelos secam, o cheiro sai, eu nunca quis pagar pra ver.

Na época, o site da Lush na Holanda dava a dica de como melhor combinar os shampoos e os condicionadores e foi assim que eu comprei o American Cream.

Ele tem um cheiro super doce (e eu amo!), mas quando usado depois do shampoo de cerveja é neutralizado completamente. Resultado: acaba o cheiro de cerveja e acaba o cheiro doce. Fica com cheiro e cara de cabelo limpo. Simples assim.
O American Cream tb ajuda no frizz e dá um volume básico para seu cabelo ficar com movimento.

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