Cookie de chocolate e creme de amendoim (fit)

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Essa semana está sendo punk com as crianças em casa. Eu querendo planejar lanchinhos gostosos pra eles (eu amooo fazer bolos, biscoitos, tortas etc etc etc) mas sofrendo por não poder comer por causa do açúcar.
Depois de fazer um bolo de cenoura com calda de chocolate e descobrir o verdadeiro sentido da palavra masoquismo, resolvi que nêgo aqui em casa vai ter que entrar na mesma dança … afinal de contas, açúcar realmente não é bom pra ninguém.
Foi com isso em mente que fiz esses cookies de chocolate junto com a Rafa.

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Cookie de chocolate e creme de amendoim (rende 16 cookies)
Ingredientes:
1 x. de farinha de amêndoas
1/2 x. de farelo de aveia (pode usar farinha de aveia também)
1/2 x. de cacau em pó
2 colheres de sopa de farinha de linhaça
1/4 colher de chá de fermento em pó
1/4 x. creme de amendoim puro (sem açúcar, sem sódio, sem xarope de nada, ok?)
1 colher de chá de extrato de baunilha
1 x. de leite de sua preferência (usei de amêndoas)
1 colher de sopa de xarope de bordo (maple syrup) – pode substituir por mel
3 colheres de sopa de stevia (eu fui colocando e provando um pouco da massa até chegar o ponto)
*** Não quer usar stevia? Aumenta a quantidade de maple syrup ou mel para 1/2 xícara.***
1/4 x. de avelã triturada grossamente – pode usar outra nut, ou nibs de chocolate, ou passas, etc etc etc

Modo de preparo:
Pré-aqueça o forno em 180°C.
Misture a farinha de amêndoas, o farelo de aveia, o cacau, a farinha de linhaça e o fermento em pó. Reserve.
Em uma segunda vasilha, misture o creme de amendoim, o maple syrup/mel e o leite até chegar à uma consistência cremosa — mexa devagar e tenha paciência, o creme vai se incorporar ao leite. Adicione a stevia e o extrato de baunilha e mexa mais.
Aos poucos, misture a mistura seca à líquida. Depois é só adicionar as avelãs trituradas e mexer mais um pouco.

Com uma colher de sopa, retire colheradas da massa, enrole em bolinha na mão e amasse em discos. Coloque em uma fôrma com papel manteiga e leve ao forno por +/- 20 minutos
*** Quanto mais tempo ficarem no forno, mais crocantes eles ficam. Eu queria uma versão fofinha.***

P.S.: a receita original é vegana mas eu adaptei tanto que tive que usar leite para chegar à consistência certa. Se você quiser a receita vegana, me dá um toque nos comentários.

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Cabelos de verão

A cor natural do meu cabelo é preta. Preto de verdade, não é castanho escuro. E, por ele ser tão escuro, eu nunca tinha tido coragem de pintá-lo (salvo por umas experiências meio loucas quando estava no ensino médio).
No final do ano passado, no entanto, em meio à uma crise existencial e às vésperas de fazer 30 anos, resolvi pintá-lo de castanho médio.
Desde então, meu cabelo é a parte do eu corpo que mais me dá trabalho!!!
Se eu não cuidar MUITO BEM, ele fica seco, as pontas ficam péssimas … ou seja, uma bosta.

O fato de eu treinar 4 vezes por semana (e agora ter inserido a natação pelo menos 1 vez por semana) não ajuda muito e, além disso, a àgua na Bélgica é rica em calcário (àgua dura) que resseca o cabelo fácil fácil.
Como diz minha filha em dias que o cabelo dela dá trabalho: seria melhor raspar a cabeça!

Eu MORRO de preguiça de cuidar do cabelo, sempre morri de preguiça. Mas tive que driblar a preguiça e dar um jeito.
Fiz pesquisa, fiz inúmeros testes para ver o que é que funcionava comigo, comprei um zilhão de produtos, conversei com cabelereiros para descobrir o que estava fazendo de tão errado, passei a cortar as pontas em cada 3 meses e por aí vai.
Estava tentando remediar algo que parecia impossível até me deparar com a combinação perfeita de produtos.

Eu sempre intercalo produtos na minha rotina. A única constante é que eu lavo os cabelo dia-sim-dia-não (a não ser que vá nadar, aí tem que lavar), mesmo treinando 4 vezes por semana.
Caso eu vá treinar em dia de não lavar os cabelos, eu passo um condicionador em spray super levinho da Schwarzkopf antes de ir, prendo o cabelo em coque e quando chego em casa, lavo com bastante água.

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De meses em meses eu mudo o shampoo que uso. Ultimamente estou usando a linha Essence Ultîme da Schwarzkopf e estou amando. Não uso condicionador porque não me ajuda muito, uso máscaras também da Schwarzkopf (linhas Essence Ultîme e Bonacure) que vou revezando.

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Com a proximidade da viagem pra Creta e a certeza de que iria estragar o cabelo se não intensificasse os cuidados, comecei a pequisar produtos mais eficazes. E, para minha felicidade plena, deu tudo MUITO certo. Tão certo que meu cabelo voltou de viagem melhor do que foi!!

Esses foram os produtos que usei:

Shampoo Rituals (eu amo os produtos da Rituals mas nunca tinha usado o shampoo. Fiquei encantada.)
Máscara Elseve
Óleo Color Minded Bumble & Bumble (que eu usei religiosamente duas vezes por dia: antes da praia de manhã e antes da piscina a tarde.)
Huile à la lavande do Christophe Robin (esse eu usei como pré-shampoo. Massageava os pontas com ele e deixava 30 minutos antes de ir tomar banho e lavar com shampoo.)

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Os óleos (nada de silicone) têm sido meus grandes aliados nessa luta contra as pontas ressecadas e não sei mais viver sem.

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O Oil Miracle da Schwarzkopf é o que menos deu resultado no meu cabelo. Usei por 3 meses todos os dias depois de lavar e nem de perto ele me deu o resultado que o Color Minded (Bumble & Bumble) deu. Quando o vidrinho acabar, não devo comprar mais.
O óleo de côco (que comprei no Brasil e tá acabando *snif*) eu uso duas vezes por mês antes de lavar o cabelo. Enxarco as pontas com ele, faço um coque e deixo agir por 30 minutos. O cheiro é insuportável mas vale super a pena.
O Color Minded é bem levinho e tem proteção contra o calor do secador e contra raios UV. Desde que voltei continuo usando pela manhã.
Os óleos do Christophe Robin são bem famosos (ele é um cabelereiro francês especializado em tintura e no cuidado de cabelos tingidos) por serem eficazes. Eu AMO! Já usava antes mesmo de colorir o cabelo. Uso como pré-shampoo ou como óleo finalizante mesmo (com o cabelo molhado).

Uma carta aberta para o açúcar

Açúcar …
Não sei nem como descrever o amor que sinto por você. Não só por sua aparência imaculada, leve, incapaz de fazer mal. Você, logo de cara, é conquistador, é acolhedor, tem cara de casa da vó, cara de que pode me dar um abraço quando meu dia está uma merda, ou me alegrar ainda mais quando meu dia está indo bem.
Além de ser um BFF desde ali dentro do açucareiro, você ainda tem a capacidade de se transformar numa versão morena e resistente, ficando ainda mais gostoso.
Também consegue fazer uma gosma (trigo, leite e ovo) se transformar numa massa de lamber os dedos.

Meu querido açúcar, quantas tardes já não passamos juntos! Você misturado no resto da massa do bolo, fazendo tudo se transformar para melhor, e eu ali com meu dedo dentro da tigela, não querendo desperdiçar nenhuma gota!
Nossa história de amor vai longe. E você sempre soube me fazer feliz.

Isso até o dia em que eu comecei a perceber que era você quem estava atrapalhando todo o esforço que eu fazia treinando 4 vezes por semana.
Poxa vida, minha vida é super corrida, meu trabalho é estressante e mesmo assim eu arranjo um jeito de ir treinar por 2 horas, 4 vezes por semana. Mas ao invés de ver os resultados esperados, a celulite não desgruda de mim, a gordura localizada nunca é queimada e a frustração vai crescendo.

Já me culpei, culpei à pizza, culpei o Gustavo (meu personal), culpei as crianças, culpei a academia … tudo. Isso porque eu não podia acreditar que você, meu amigo do peito, meu irmão companheiro, me faria mal.
Mas não estava dando mais. O problema não é comigo, o problema é com você.
E, por mais que você cumpra um papel fundamental nas melhores coisas da vida (Oreos e quindim), não dá mais.
Acabou. Não me procure mais.

Assinado: a nova versão da Fernanda

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Estou à 15 dias sem comer açúcar. 15 dias dos 21 que me prometi ficar sem comer açúcar.
Prometi a mim mesma que seria capaz e encarei.
Eu sou viciada em tudo doce. Deixo de jantar/almoçar para poder comer uma panela de brigadeiro. Troco fácil uma pizza por um pacote de Oreos (#amormaior). Mas não estava dando mais.
Minhas refeições livres se tornaram refeições açucaradas e o pior, como o açúcar gera picos de insulina, quando percebia, a “refeição livre” já tinha se tornado uma “tarde livre” com pacotes vazios de chocolate (Maltesers) e Oreos espalhados pela cozinha.

Não vou dizer que esses dias tem sidos fáceis. Não tem um dia sequer em que não penso em me atracar com uma sobremesa ou um pacote de biscoito e ser feliz.
Quando estávamos na bosta do hotel em Creta, o chef do restaurante parecia saber do meu suplício e fez algo com caramelo TODOS OS DIAS! No único dia que não tinha caramelo, ele fez brownie (que o Mick, esse ser sem coração, fez questão de comer na minha frente).

Eu queria cortar tudo doce, esse era meu sonho, mas aí também não dá. Tô sofrendo mas não preciso entrar pra fila de mártir oficial.
Cortei o açúcar e fui correr atrás de substitutos.

Para adoçar o café com leite (na verdade é leite com café) eu uso stevia.
Para adoçar meu iogurte eu também uso stevia + alguma fruta (se você me segue no Instagram, sabe que esse já até virou hábito).

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Para adoçar meus shakes eu uso whey+fruta. Se não vou usar whey por algum motivo (leia-se: acabou e eu esqueci de comprar) ou preciso de um carbo simples de ingestão rápida, uso xarope de bordo (google translation, se estiver errado vocês brigam com ele – eu quis dizer maple syrup) que é super doce e não preciso de usar muito.

Aí o que me faltava era achar substitutos para sobremesas.
Durante a semana não rola sobremesa lá em casa porque eu mal tenho tempo de fazer janta então, quando alguém quer doce, todo mundo come frutas (eu era a única que TINHA que comer leite condensado ou doce de leite quando comia sobremesa). Segui o exemplo do marido e das crianças: quando aperta a vontade de um doce a noite, como uma fruta. A única diferença é que a MINHA fruta tem que ser mais doce do que o resto da galera. Enquanto todo mundo tá feliz com uma maçã, eu tenho que comer tâmaras (que eu limito a, no máximo, 3 senão vira bagunça).
Como eu treino a noite e termino o dia com um shake proteico, driblar sobremesas durante a semana é sussa.

candy

Rocky road

O problema meu amigo é o domingo!
Domingo eu raramente treino e, geralmente, ficamos em casa boa parte do dia.
Domingo passado eu fiquei doida dentro de casa querendo comer doce. D-O-I-D-A!
O que fez passar a vontade?! Uma banana + uma pêra picadinho e aquecidos no microondas (pra ficar doce) com uma colher de creme de amendoim por cima. Fiz meu pratinho enquanto as crianças comiam bolo de cenoura e fui ser feliz no sofá.

Essas estão sendo minhas soluções, se precisar fazer um bolo para EU comer, vou usar whey. Se não quiser usar whey, vou usar stevia (que é uma escolha melhor do que aspartame e sucralose).
Se não quiser stevia, as melhores opções seriam xarope de bordo (maple syrup), açúcar de côco e mel.

Protein mug cake

Outra coisa que aprendi a usar ao meu favor foi creme/manteiga de amendoim/amêndoa/castanha/avelã. É calórico (por isso, moderação!!!) e é “gordo” mas a gordura é boa e ajuda na sensação de saciedade (retarda os picos de insulina no sangue). Se for lanchar só carboidrato, sem nada de proteína, ou eu coloco uma colher de sopa de um desses no meio, ou eu jogo castanha/nozes/pecãs por cima de tudo.
Só uma dica importante aqui: quando você for comprar esses cremes, leia o rótulo direito. O único ingrediente deve ser o próprio grão.

Apples

Fotos: Instagram (@fernandarozindo)

Verão 2014

Ainda estou de férias do trabalho mas não devemos viajar mais nesse verão, salvo por viagens curtas pelos países vizinhos. Considerando que chove incessantemente e, desde que voltamos de Creta, a temperatura em Antuérpia não subiu dos 15°c, já me arrependi de ter planejado somente uma viagem para algum lugar quente esse ano.
Belgas geralmente planejam as férias de verão em janeiro (para viajar em julho e/ou agosto) e como eu sou uma control freak por natureza, esse foi um dos hábitos que rapidamente incorporei na minha vida.
Em janeiro já estava com as passagens compradas para Creta e o hotel reservado.
A desvantagem desse planejamento tão cedo é que você acaba se decidindo por algo que quer naquele momento e não o que necessariamente vai querer fazer quando o verão chegar.

Queria ir para Creta porque queria descansar, queria ficar num resort all in para não ter nem que decidir em qual restaurante iríamos jantar, queria ir para um lugar que já conhecia para não me sentir obrigada à fazer passeios turísticos e nem a ter que procurar a praia mais legal para ir com as crianças.
Escolhi ir para Hersonissos em Creta e me hospedar no Belvedere Imperial.
As férias não foram chatas (pelo contrário) mas não fizemos muita coisa que não fosse ficar na piscina, ir na praia, andar pelo centro de Hersonissos e brincar com as crianças dentro do resort. Voltei descansada, morena e feliz.
Mas confesso que, dias antes de viajar, me arrependi de não ter ido para Chania para poder conhecer Balos.
Também me arrependi, no último dia em Hersonissos, de não ter pesquisado e descoberto que existem navios que saem de Hersonissos diariamente com destino à Santorini (a viagem dura 2hrs o que seria tranquilo até mesmo com meu filho mais novo – o Thomas-atômico-).

Felizmente, férias são sempre férias e Creta é Creta. Não tinha como ser ruim.

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O centro de Hersonissos se resume à uma rua estreita e longa, com o trânsito pesado e louco, e um monte de turista andando pelas calçadas tomadas por araras e mais araras de cada lojinha.

Street

Ceramic

O hotel resort que ficamos foi o Belvedere, que oferece duas formas de estadia: Imperial e Royal. A diferença está nos quartos (tamanho e distância até as piscinas do hotel) e na fórmula all-in (café da manhã, lanches, almoço, jantar e bebidas inclusos) ou half-pension (com café da manhã e almoço incluso).

Hotel

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Se você for fã de ficar lagartixando na piscina (que era o que eu queria), eu aconselho muito o hotel.
Eles têm 7 piscinas em ambientes separados, o que é bem legal para você não ter a impressão que está fazendo exatamente a mesma coisa todos os dias.

Tanning

Swimming pool

Os quartos são espaçosos e limpos. Minha única reclamação seria sobre o banheiro que, apesar de grande, tem um chuveiro péssimo (mania de achar que TODO MUNDO toma banho de banheira!!) e tem aquelas cortinas de chuveiro/banheiro que ficam grudando em você (eu sou chata pra caramba pra isso).

De resto, o Belvedere fica na frente do Star Beach Park que é um parque aquático que tem praia, mais um monte de piscina e a possibilidade de vários esportes aquáticos e bungee jump. Fora que, a noite, é A balada de Hersonissos.

Beach

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Essa é a segunda vez que vamos para Creta e ficamos no Belvedere, ou seja, é realmente um lugar que eu recomendo.
Mas confesso que, da próxima vez, iremos para Chania =).

P.S.: eu misturei fotos de 2009 e fotos desse ano para ilustrar o post melhor.

Um recomeço

Eu prometi a mim mesma que, se conseguisse terminar pelo menos 5 posts, voltaria com o blog.
Se você consegue visualizar esse post, é porque eu consegui!

Por anos a minha maior dificuldade em ter um blog foi o fato de eu não ter nada em especial para falar.
Hoje em dia, com tantos blogs servindo de carreira e fonte de renda para tanta gente, um blog desprentesioso, que fala de tudo e nada, parece não ter espaço.
Certamente eu irei falar sobre minha jornada para uma vida mais saudável, mas não posso chamar esse blog de um blog fit.
Falarei de viagens e lugares por onde passei. Ou o lugar onde moro. Mas nem de longe esse blog vai ser um blog de viagem ou sobre costumes do norte da Europa.
Também vou falar sobre cosméticos porque é uma coisa que amo, mas esse não é um beauty blog. Muito menos um blog sobre maquiagem.
Falarei sobre meus filhos, sobre a criação deles, sobre o que poucas mães gostam de confessar: como é cansativo e difícil ser mãe. Mas também não quero ter um blog sobre pais & filhos.
No final das contas, meu blog vai ser sobre mim, sobre minha vida, sobre minhas experiências, fases e vontades. Como já disse, um blog sobre tudo e sobre nada.

E esse é o primeiro post de um novo começo. Um post curto e explicativo sobre as minhas próprias expectativas para esse espaço.
Um post que já prevê vários focos e mudanças porque, afinal, a vida é assim, uma rota ondulada, onde o que você quer hoje, não é necesserariamente o que você vai querer
amanhã.

Conhecendo a Bélgica – lembrancinhas

Dando continuidade ao post anterior.
Outra tradição belga que gira em torno ao nascimento do bebê: lembrancinhas comestíveis. Mais especificamente amêndoas açucaradas (suikerbonen).

Entrar dentro de um quarto de maternidade aqui na Bélgica é o equivalente a entrar dentro de uma loja de doces (eu vou tirar foto do meu quarto quando estiver no hospital para vocês verem). Geralmente são vários doces expostos das mais diversas formas para dar de lembrancinha.
Oferecer uma lembrancinha quando alguém te visita no hospital (ou em casa) é tão comum quanto oferecer lembrancinha no final do casamento, mas cada país acaba tendo seu próprio costume.
Eu sou contra lembrancinhas “inúteis”, enfeites que não vão me servir pra nada e que, depois de muito tempo ocupando espaço, eu acabo jogando fora. Quando a Rafa nasceu, como era verão, nós oferemos pequenos sabonetes artesanais de uma loja de sabonetes que tinha no Shopping Vitória (tinha um de menta com eucalipto que literalmente refrescava sua pele!! Foi meu vício durante a gravidez).
Se não tivesse escolhido os sabonetes, teríamos oferecido alguma coisa comestível (hoje em dia eu teria optado por aqueles tubinhos de brigadeiro e bem-nascidos).

Na Bélgica a tradição é oferecer amêndoas açucaradas (apesar de muita gente optar por substituir as amêndoas por M&M para deixar as lembrancinhas mais coloridas).
As minhas favoritas são essas:

Escolhemos essa bolha com amêndoas açucaradas e um chaveirinho de golfinho e mais essas caixinhas azuis, com amêndoas dentro, fechadas com um golfinho-imã.

(Fonte: FOTOLUCAS – onde encomendamos as lembrancinhas – e os cartões de nascimento)

Conhecendo a Bélgica – Cartão de nascimento / Geboortekaartjes

Como a Bélgica é praticamente dividida em três micro-países distintos, não é tudo que eu posso dizer ser uma tradição BELGA. Muitas tradições flamengas (parte que fala neerlandês) não são iguais na região da Valônia (parte que fala francês), assim como não são reproduzidas na região de Ardennes (parte que faz fronteira com Suiça – eles falam francês e alemão). No entanto, uma das tradições que realmente é reproduzida país à fora é uma relacionada ao nascimento de uma criança.
TODO nascimento na família é anunciado por meio de um cartão personalizado (pra falar a verdade belga ama ter desculpa pra mandar cartão, nunca vi!), como esses:

(Fonte: FOTOLUCAS – que é onde encomendamos o nosso.)

Como a Rafa nasceu no Brasil na época que morávamos lá, não enviei cartão anunciando o nascimento dela – foi por email – e não tenho exemplo pra mostrar. Esse abaixo é de um amigo nosso:

Esse é um costume que eu adoro (mesma coisa com os cartões personalizados que vc manda no natal com foto das crianças da família ou com a família inteira), mas tem um pequeno detalhe que me custou bastante tempo para achar “normal”: a parte mendiga do cartão.
Além das informações básicas (nome da criança, peso, tamanho, padrinho, em qual hospital vcs estão e o endereço de casa), os cartões exibem sua conta bancária e/ou as informações da loja onde você deixou sua lista de presentes.

Tipo, você não manda esse cartão só para os mais chegados, você manda esse cartão para TODO mundo (amigos, conhecidos, povo do trabalho, vizinho, vizinho da mãe, etc etc etc) e ninguém é obrigado a te dar presente ou fazer depósito na sua conta, mas eu achava (ainda acho, um pouquinho) o cúmulo você mandar um cartão praticamente pedindo presente!!!!!
Quando eu comentei no trabalho que eu não queria colocar minha conta bancária e/ou lista de presentes no cartão ficou todo mundo me olhando com a mesma expressão que olhariam se eu tivesse anunciado que estava indo fazer uma excursão em Marte no ano que vem.

Ahhhh, outra coisa que eu achava estranha no jeito belga de ser é que o cartão te avisa quando você é bem vindo para visitar a mãe e o bebê. Geralmente esses cartões são enviados no dia do nascimento, ou no dia depois logo pela manhã, e muita gente não gosta de receber visita no primeiro dia de hospital (eu tb não quero), então o cartão diz que você pode ir visitar no hospital a partir do dia X. E, se for visitar em casa (aqui se fica uma média de 4 dias no hospital), tem os telefones dos pais no cartão para você marcar a visita e já uma indicação de qual horário é mais apropriado (essa coisa de horário não tem em todos os cartões, mas tb não é raro se encontrar um assim).
Ontem estava conversando com meu pai no Skype e disse que no dia que ganhar bebê, eu não quero visita. Quero limitar tudo em Mick + Rafa, mamãe (que vem ficar 1 mês aqui) e sogra + sogro. No outro dia pode virar oba-oba, mas no dia eu quero um pouco de paz. A reação de papai foi a esperada “e como que você vai ficar regulando visita menina?!”. Eu disse que era só eu avisar que não queria visita. Vocês fazem idéia da cara de horrorizado dele???
Acredito que no Brasil muitas pessoas se sentiriam ofendidas se você falasse que não queria visita logo no primeiro dia, aqui é comum você ser sincero sobre quando quer ou não quer ser visitado e as pessoas não levam isso à mal (no entanto, acho que se alguém falasse que não quer visita durante o primeiro mês, as coisas seriam diferentes).

No final das contas, além de eu amar a idéia de cartão personalizado, eu acho super prático você anunciar o nascimento do seu filho dessa forma. E sim, eu fico super sem graça de inserir a parte mendiga no cartão, mas é muito prático você saber exatamente onde pode comprar um presente pra aquela pessoa.

Eu ia aproveitar esse post pra falar sobre a tradição das lembrancinhas, mas o post já está grande. Vamos deixar pro próximo.