Cadê o brigadeiro que tava aqui?!

Sabe o que mais me incomoda quando o tempo começa a ficar cinza e frio?!
Eu começo a me preparar para hibernação! Sério, é praticamente uma tarefa hercúlea controlar o apetite o dia inteiro.
Eu já perdi 2kgs dos 5 que ganhei no mês anterior à feira (resultado de noites e mais noites na frente do laptop com uma panela de brigadeiro do meu lado – e, sim, eu como uma panela de brigadeiro sozinha e em uma noite sem ter overdose de açúcar ou chocolate).
Agora faltam 3kgs que me forçam a enfrentar toooooooda a preguiça do mundo e me enfiar na academia três vezes por semana.
Eu sei que nem está frio ainda (aqui tá fazendo uma média de 14°c todos os dias), mas quando eu saio do escritório já está escuro e todas as células do meu corpo berram que querem comer massa com molho cremoso (e cheio de queijo) e depois sentar na frente do sofá pra ver televisão. Eu tô indo pra academia meio que automaticamente, tentando não pensar no assunto.
Pego a Rafa, pego o Mick, paro em casa pra trocar de roupa, pego um smoothy na geladeira e vou. O difícil é aguentar a discussão entre a parte gorda e acomodada do meu cérebro e a parte que quer pq quer entrar na calça sem sentir a circulação sendo cortada, durante o trajeto trabalho – pós-escola da Rafa!!!
E no caminho de casa Mick sempre tem a petulância de falar “fica em casa, vai. A gente pode jantar normal e ver um filme.” … a parte gorda do meu cérebro faz festa pq encontrou suporte e eu começo a ficar na dúvida.
Tá difícil … muito difícil.
Ainda mais agora que eu mudei toda a minha série de musculação (e desisti de ficar imitando macaco, leão, tigre e elefante na so-called aula de zumba). Ontem eu estava andando como se estivesse grávida de 9 meses (sabe aquela época em que a gente incha tanto que não dá mais para andar como seres humanos normais e começa a andar igual pato??!!!) por causa da dor nas pernas … músculos que eu nem sabia que existiam estavam latejando.
Eu queria tanto ter a personalidade forte nesse quesito!! Queria tanto poder enfrentar chuva, vento e escuridão para ir para academia (sem ter que estar morrendo com stress de trabalho pq essa é a única forma de eu ir pra academia sem ter parte nenhuma do meu corpo questionando a decisão).
Também queria tanto que inventassem um chip ou qualquer outra coisa que te desse altos choques quando vc colocasse um pedaço exagerado de chocolate na boca (ou comesse uma panela de brigadeiro!), ou quando resolvesse que a metade do bolo de frangipane (tipo um bolo de amêndoas) nem é TÃO grande assim e dá pra comer sozinha, ou quando vc resolver que um pratão de espagueti à carbonara nem é assim uma refeição super pesada para as noites frias … afeee.

P.S: foi bem legal ler os comentários do post anterior. É bom saber o que outras pessoas pensam e as decisões que tomaram levando em conta seus estilos de vida.
Eu só queria comentar mais uma coisa: gente, é sério que é costume aqui e na Holanda os avós cuidarem das crianças?????????
A mãe do Mick avisou desde que mudamos pra cá que ela não era babá de seu ninguém e, apesar de ter melhorado MUITO hoje em dia, eu sei que ela não mudaria a vida dela para tomar conta das netas (leia-se: salvo em casos extremos, nunca que ela ia deixar a rotina dela de lado para cuidar de Rafetes ou da Milla … mesmo que a rotina seja assistir dramalhão alemão na televisão de tarde).
Eu já julguei e já fiquei puta com a mãe dele por isso, mas hoje em dia não me incomoda mais. Deixa ela curtir a vida dela e nós nos viramos com a Rafa. Mas eu bem achava que isso fosse comum por aqui, essa coisa de cada um se cuidar da sua própria vida =o/

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Trabalho x filhos

(Antes de começar, para que eu não seja apedrejada: o post ilustra as MINHAS idéias e eu não as considero uma regra geral a ser seguida. Cada um sabe o que é melhor para si mesmo e deve fazer aquilo que lhe traz satisfação)

Há bastante tempo eu não falo sobre isso aqui, mas ontem eu recebi um email-despedida de uma amiga minha que está saindo da empresa onde trabalhava há 10 anos.
Essa amiga é uma daquelas pessoas que nunca quis parar de estudar, ela saiu direto da faculdade para uma pós, depois da pró foi transferida para o escritório da empresa na Alemanha, onde ela emendou um mestrado e mais milhões de cursos.
Há alguns anos atrás, ela deu uma desacelerada e criou espaço para aproveitar a vida. Cortou alguns cursos e parou de trabalhar até às 23:00 todos os dias.
Depois de um tempo ela conheceu um super gerente da empresa concorrente e os dois se deram bem desde o início: mesmos objetivos, mesma vontade de chegar láááá em cima, mesmo vício por trabalho e mesma vida corrida.
Eu juro que eu não sei como que eles faziam para conciliar a vida de casal deles com a vida profissional, mas eles deram um jeito e casaram há dois anos.
Quando ela me contou, em julho/2008, que estava grávida eu tive uma mini crise de ansiedade por ela. Meu, ela e o marido estão SEMPRE viajando à negócios, cada um para um canto. Ela NUNCA saiu do escritório em horários normais.
Enquanto eu estava desesperada no telefone perguntando como que ela ia fazer com um bebê, ela me respondia calmamente “faço igual você fez com a Rafa, coloco em uma boa creche”.
Resolvi então me preocupar com a minha própria vida e deixar ela em paz, afinal de contas eu tinha feito isso mesmo – mas com uma diferença, lá em casa era só UMA workaholic! Eu trabalhava até às 20:00, mas Mick buscava Rafetes às 18:00.
O tempo passou, ela percebeu que filho é muito menos previsível do que se gostaria e ELA mudou. Um mês depois do filho dela nascer, o foco dela era ser mãe e não mais a power gerente de uma empresa gigante.
Eu estava com ela no telefone depois que ela deixou o filho na creche pela primeira vez … ela não conseguia falar uma palavra (o sentimento de culpa irracional que toda mãe conhece).
Toda vez que conversávamos ela repetia para mim o que dizia para si mesma: “com o tempo eu me acostumo e volto ao ritmo do trabalho”.
O filho dela tem 9 meses agora e ela não viu a primeira vez que ele engatinhou, não estava com ele a primeira vez que ele andou com apoio e não estava lá quando ele tomou seu primeiro tombo.
Semana passada ela pediu demissão pq não quer perder nada mais da vida do filho.
Eu não a julgo, acho que cada um deve fazer aquilo que acha melhor para a sua vida e para aqueles que estão ao seu lado. O marido dela apoiou a decisão do início ao fim.

Eu, pessoalmente, nunca me senti culpada por ter perdido primeira engatinhada, primeira palavra e etc. Eu sempre me senti feliz por ver a Rafa fazendo alguma coisa nova, e não me importava se já era a vigésima vez que ela fazia tal coisa.
Eu também não me sentia culpada com a creche em SP (e olha que Rafa arrumava escândalo pq não queria ir pra casa!!!). Me senti culpada com a creche daqui mas é pq a creche não era boa.

Hoje em dia eu me sinto culpada nas reuniões de pais quando vejo um monte de mães que não trabalham e estão sempre organizando algo para a escola. Ou podem buscar seus filhos nos horários certos.
Eu me sinto culpada quando eu sei que a Rafa está cansada mas TEM que ir pra escola e para a pós-escola, me esperando até às 18:00.
Me sinto culpada por não ter tempo de ficar batendo papo com a professora para saber do desenvolvimento da Rafa.
Me sinto culpada pq eu só interajo com a Rafa de verdade nos finais de semana (pela manhã nossa vida é super corrida pq temos que nos arrumar e arrumar a mochila dela e quando eu a busco da pós-escola ela dorme dentro do carro e não acorda mais até o outro dia).
E é claro que eu já pensei diversas vezes em pedir demissão e ficar em casa … mas tem uma coisa que me faz ficar no emprego: hoje em dia seria ótimo pra Rafa se eu a pudesse buscar na escola, daqui a alguns anos ela vai ter dever de casa e eu gostaria de poder ajudá-la, mas o que eu faço da minha vida quando ela tiver 10, 11, 12 anos e eu deixar de ser uma “necessidade” na vida dela??!!!
Quando ela não quiser mais que eu a leve pra escola, ou quando não quiser mais ajuda no dever de casa?! Eu quero criar a Rafa para voar sozinha, não quero que ela seja dependente de mim, mas se eu desistir da minha vida agora para me dedicar à vida dela será que eu não vou atrapalhar esse processo querendo mantê-la como meu baby por mais tempo??!!!
E, para mim, abrir mão do trabalho significa abrir mão da minha vida como indivíduo.
Eu não tenho muitos amigos por aqui que não sejam amigos do Mick. Eu não saio para muitos lugares se não for com o Mick.
Tudo o que é separado do Mick (“amigos” só meu, conhecidos só meu, jantares sem Mick, viagens sem Mick, happy hour sem Mick) é fruto das conexões que eu fiz via meu emprego. Se eu abrir mão do meu emprego, meus “amigos” aqui continuarão trabalhando e eu não vou ter muito tempo para encontrá-los. Se eu abrir mão do meu emprego eu não vou mais ser convidada para participar de happy hours (e mesmo que seja, não vou estar mais no loop das conversas); se eu abrir mão do meu emprego eu só vou conhecer pessoas novas através do Mick ou da Rafa (mães de amiguinhos).
Hoje em dia a idéia de um segundo filho não me terroriza mais, então esse assunto voltou à mesa (eu largar meu emprego), mas mesmo que por um lado eu fique seduzida por uma vida sem dramas de escritório e sem chefe, eu ainda enxergo esse passo como uma forma de apagar completamente a minha identidade pessoal e passar a ser só a esposa do Michaël e a mãe da Rafa.

Visitando a Bélgica

Eu estou começando a organizar a viagem da minha irmã em dezembro e, ao montar a programação (fato inédito na minha vida!), eu lembrei de uma conversa que eu tive com a Mi quando estávamos em Reading: não tem muito o que ver e fazer na Bélgica.
Meu, vocês não fazem idéia de quantas vezes eu escuto isso! E eu tenho uma explicação: os livros de viagem que abordam a Bélgica como assunto dão muita ênfase a coisas pequenas e se concentram muito em duas cidades: Bruxelas e Brugges:
1- Bruxelas
Eu tenho pavor de ter que ir em Bruxelas. Acho tudo extremamente overrated, bagunçado, sujo e desorganizado.
É bem verdade que algumas construções de Bruxelas são bem bonitas (eu amo o Palácio de Justiça na Avenida Louise, também amo a catedral gótica que é ali pelas redondezas), mas eu não acho que valhe a pena passar um findi em Bruxelas.
Todos os livros dão uma puta ênfase ao “manneken pis” (a estátua do menininho fazendo xixi), dando a impressão que ele fica localizado numa praça imponente e talz. Eu não acho graça e acho ridículo eles considerarem essa estátua um super marco para a cidade.
2- Brugges
Brugges é bonita e romântica, mas também é uma cidade que logo cansa. O estilo das igrejas e da cidade inteira são praticamente uniformes então, depois de um dia andando pela cidade, você tem a impressão que já viu tudo o que tinha que ver. (eu me diverti mais da última vez em Brugges pq eu visitei as lojinhas e talz).

Outras cidades que você já deve ter ouvido falar:
* Namen (ou Namur)
Namen é uma província meio que no meio da Bélgica e é cheia de castelos. Alguns castelos viraram hotéis, outros viraram restaurantes ou edículas de vinho.
Eu ainda não sei quais castelos queremos visitar ou se vamos nos hospedar em um, mas é um passeio que valhe a pena.
* Gent
É uma cidade universitária, ou seja, bomba durante a semana e fica bem parada nos finais de semana de outono e inverno (na primavera e verão é diferente pq os finais de semana atraem turistas e visitantes). Mas mesmo assim Gent é considerada uma cidade grande por aqui, então além das igrejas e outras construções legais para se visitar, há várias opções de restaurantes e lugares para ir, acomodando pessoas com todos os gostos.
* Antuérpia
Eu acho um pecado a Antuérpia ser principalmente conhecida como a capital do diamante quando ela tem TANTO mais para oferecer (na verdade, as ruas com lojas de diamantes são umas três ruazinhas estreitas que ficam perto da estação de trem … ruas que eu sequer perceberia se não soubesse o que estava procurando).
Eu adoro a Antuérpia pq todas as pessoas estão dispostas a conversar em inglês contigo (diferente de Bruxelas onde muitas pessoas só falam francês!). Segundo que, como centro da Antuérpia é menor do que o centro de Bruxelas, tudo fica mais concentrado.
São vários restaurantes, vários barzinhos, vários “danscafés” (que são pubs com música e talz) e (para quem quer ir às compras), o Meir (que é uma espécie de rua com várias lojas e mini shopping, onde o trânsito de carros é proibido … as lojas de designers ficam nas ruas paralelas).
Fora isso ainda temos igrejas antigas, a “city hall” no meio da cidade, uma catedral linda (eu nunca entrei pq eu me recuso a pagar para entrar numa catedral na cidade onde eu moro e pago impostos!!) e temos o “kaai”, que é o limite da cidade da Antuérpia na beira do rio Schelde, com um pequeno castelo.

Em termos de passeios, esses são os meus favoritos:
Bokrijk (em holandês)
Bokrijk é um museu à céu aberto onde, em 1252 foi construído uma igreja e ao redor uma comunidade foi se desenvolvendo.
A igreja, as casinhas e as outras construções foram preservadas e o estilo de vida dos camponeses do século 14 é mostrada todos os dias.
Bokrijk é mais legal na primavera pq fica no meio de um bosque extenso, mas no inverno eles organizam “noites de inverno” onde algumas fogueiras são acendidas e você pode beber “gluwijn” (vinho aquecido com canela e outras especiarias), ou “jenever” (que é parecido com gin e existem vários sabore diferentes: o meu favorito é a jenever de baunilha).

Museu Hergè (Museu do Tintin) (em francês)
Eu sabia que o Tintin era belga, mas não sabia que existia um museu dedicado à ele. Abriu esse ano, em Leuven, o Museu Hergè que, além de exposições diversas, exibe constantemente desenhos, rabiscos e filmes do personagem.
O prédio do museu é super moderno e com vários detalhes legais para quem se interessa por arquitetura e engenharia.

Mini Europe
Eu só fui durante o verão e estava um dia gostoso. Não sei como é durante o inverno (nem sei se eles abrem durante o inverno!!!).

– Feiras
Eu sinceramente não sei se isso é comum na Europa inteira ou se é uma coisa belga, mas todo santo final de semana pipocam centenas de feiras livres. Eu adoro ir na feira na Antuérpia (até pq é perto de casa).
Coisas que eu sempre compro: queijo de cabra fresco, azeitonas frescas, amêndoas, nozes, amendoim e, é claro, frutas. Dá pra comer hamburguer, escargot feito na hora, caracóis feitos na hora, queijos frescos, beber vinhos e cervejas (e vc sempre encontra alguma barraquinha servindo wok).
Essas feiras também servem como uma espécie de mercado de pulgas, então vc encontra várias barraquinhas onde as pessoas vendem objetos de decoração que não querem mais por preços super baixos (eu já comprei um cinzeiro enorme de cristal por 2 euros).
Em Luik (ou Liège) existe uma feira só para antiguidades (móveis, objetos de decoração, livros, etc) que dizem ser interessante. Mas como antiguidade não é minha praia, eu nunca fui.

– Cervejas
A Bélgica tem zilhares de cervejas e existem alguns barzinhos que servem um grande número dessas cervejas para degustação. Nós não bebemos cerveja em casa então não tenho muitas referências, mas levamos um casal de amigo nossos em um desses barzinhos em Brugge e eles curtiram bastante poder provar as cervejas de maçã, de banana e de framboesa, sem contar as cervejas tradicionais.

Tirando a poeira

Eu sempre tenho milhares de desculpas para meus sumiços, né?! Mas dessa vez eu nem vou ficar enchendo ninguém para explicar o pq de eu ter desaparecido do blog, só quero dizer que eu voltei.

A feira em Colônia foi exatamente como eu previa que seria: deu bons frutos às custas de muita dor no pé.
No meu terceiro dia de feira/salto alto, eu resolvi que estar bem vestida valia mais a pena do que andar confortavelmente por 10 horas a fio (o terceiro dia seria o dia mais curto – no primeiro e segundo dia eu encarei bravamente 15 horas de salto alto -) e, por isso, escolhi um Dior azul marinho com salto de 12cm para dar um puta upgrade na minha calça preta basiquinha.
Lá pelas 15:00 da tarde (notem que eu estava montada desde às 09:00, andando horrores na feira gigantesca), eu já estava vendo estrelas. Tudo o que eu conseguia pensar era o tanto que eu me achava idiota por ter escolhido o tal sapato; depois a raiva se voltou contra o sapato em si (que, se não tivesse me custado tufos de dinheiro, teria sido torturado sadisticamente!), depois a raiva virou tristeza e, por último, desespero. Lá pelas 18:00 resolvemos procurar um taxi e voltar pro hotel para jantar e vir embora pra casa … meu, nessa hora eu já era a definição ilustrada do significado da palavra ‘dor’, e ainda tivemos que andar um BOM pedaço para encontrar um taxi. E o pior: andar em ruas de paralelepípedo!!!! As malditas pedrinhas atenuavam a dor a cada passo que eu dava (como se isso fosse necessário) … a essas alturas eu nem ligava mais par00 a o quanto o sapato me custou, eu estava rezando para o salto quebrar e eu ter uma boa desculpa para tirar os sapatos dos pés e andar descalça … é claro que o salto não quebrou. Eu não tenho essa sorte!
Eu sofri … sofri tanto que, até hoje, quase duas semanas mais tarde, eu só coloquei salto alto UMA vez.
Tô vivendo de bota sem salto, tênis e bailarinas.

Ando sem assunto por aqui por causa do trabalho e porque eu finalmente voltei para a academia (eu nem quero contar o resultado de semanas e semanas enchendo a cara de porcarias com chocolate para ficar mais feliz na frente do computador e das zilhares de planilhas que eu tinha que preparar pré-feira).
Também não tenho comprado nado para dividir com vocês aqui. Com exceção de pincéis da MAC … ah sim, por falar nisso, sempre tem alguém me perguntando se vale a pena comprar os pincéis da MAC por aqui (pq no Brasil é um absurdo, ou pq em determinados lugares não existe lojas da marca) e agora eu posso fazer uma comparação decente:
Bom, eu tenho alergia a pêlos artificiais então não posso nem sonhar em comprar pincéis baratinhos se eu não quiser ficar com cara de quem está se recuperando de catapora. Por isso eu precisava de pincéis com pêlos naturais e o primeiro lugar que eu sempre vou é na MAC.
Eu comprei o kit quase inteiro, ficou “faltando” o blender para sombra, o pincel grande para pó finalizante e o pincel-vassourinha, e paguei 198 euros (eu já tinha pincel para sombra, pincel para blush e pincel para delineador: cada um custando por volta de 35 euros). Uma menina no curso de maquiagem comprou o kit inteiro em NY por muito menos, como eu já contei. E uma outra menina comprou o kit em uma loja duty free (esqueci em qual aeroporto) por 150 dólares.
Se vocês estão viajando para algum país da Europa, minha dica é ficar com a loja duty free mesmo pq a diferença em preços é enorme (a mesma coisa valhe para produtos de maquiagem em si: um batom custa em torno de 17 euros na loja da Antuérpia, enquanto no duty free sai por volta de 11 dólares).
Falando em batons, no dia em que fui comprar os pincéis, eu também comprei o batom vermelho da coleção nova de inverno: o Resolutely Red, que mesmo antes de chegar na loja já tinha virado uma paixão irresistível.
Amanhã, se eu acordar cedo, eu tiro uma foto para mostrar como o estou usando, mas aqui embaixo vcs já podem ver a cor:

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Helppppppppppp

Tipo, eu preciso urgentemente da ajuda de vcs!!!
Relevando o fato de eu ter engordado e as roupas não estarem com mesmo caimento (tô de dieta do queijo a partir de amanhã pra desinchar, pelo menos), eu tinha comprado um vestido lilás na Zara há duas semanas (tipo, há 1.5kg a menos) e não tinha decidido ainda com qual sapato usar.
Agora eu percebi que eu não tenho sapatos e nada fica bom!
O plano era usar o vestido com um scarpin preto de verniz e meia calça preta, pq eu achava que com a meia calça o sapato machucaria menos.
Ledo engano! O sapato é simplesmente um assassino sádico de pés!!! Eu acredito que ele deva esconder vários dentes entre suas costuras e tenta mastigar o seu pé, provido ou não de meia calça, assim que vc o calça!
Com o sapato assassino fora da jogada, minhas escolhas começam a mixar pq eu tenho que escolher um sapato confortável o suficiente pra eu aguentar 12 horas praticamente todas em pé ou andando pela feira.
As escolhas até agora são:

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Detalhe:
1 – relevem a bagunça da casa, Rafaela tava brincando e eu não arrumei ainda
2 – relevem a cara de bunda lavada, são 21:30 e a maquiagem das 07:30 já sumiu toda
3 – relevem o roxo na perna, eu ainda tenho que comprar meia calça (e achei uma puta utilidade pro meu corretivo facial!)
4 – o look que eu menos gostei foi o terceiro pq esse sapato é tããããão “last winter”, mas ele me permite andar bastante sem tentar mastigar meu pé!
5 – péssimo mandar Mick ficar tirando foto minha enquanto eu tô conversando com ele pq fica parecendo que eu tô fazendo pose quando eu não tô.

Agora me falem … qual vcs preferem???
Alguma dica a mais??? (please não me mandem ir comprar sapatos pq não vai dar tempo … eu já tenho que ir comprar uma bolsa Chanel wanna-be pra combinar com o look do outro dia e se tiver que escolher sapato ainda, me estoura um aneurisma!!!)
Conto com a ajuda de vcs!!!!!!!!

Curso

Eu queria escrever sobre o meu rímel novo mas tava planejando um post mais elaborado, cheio de fotos pra ilustrar o que eu quero dizer quando digo que ele é melequento.
Então o post sobre o rímel fica para outro dia.

Lembram que eu disse que ia fazer um curso de maquiagem?!
Pois é, começou no sábado passado.
A primeira aula foi bem básica: uso apropriado de cada pincel, como limpar seu material, coisas que vc TEM que ter, cuidados com a pele e talz. O curso é voltado pro lado profissionalizante, então a idéia é que vc saia maquiando todo mundo, e não que saiba somente se auto-maquiar.
Não é bem meu interesse arranjar emprego nessa área, mas eu achei melhor optar por um curso assim (mentira … eu só achei melhor optar por ESSE curso pq eles oferecem estágio nas lojas da MAC a partir do segundo módulo. Me imaginem trabalhando durante o findi na MAC!!!!!!!!!!!!! Mick ia me matar, mas eu ia morrer linda e purpurinada!).
Voltando à aula:
Todo mundo sabe o quanto eu amo maquiagem, só que tem duas coisas que eu evito à todos os custos: corretivo e base líquida (ou cremosa).
Eu nunca tive muitas espinhas e, depois que passei a cuidar da minha pele bonitinho, os problemas que havia tido no inverno passado deram uma desaparecida. Tb nunca tive olheiras. E, com a ausência desses problemas “grandes”, eu nunca fui adepta do corretivo mesmo sabendo que ele é perfeito para igualar a pele (e sabendo que existem defeitinhos que eu deveria corrigir na minha pele).
Base líquida/cremosa era a mesma coisa. Eu até curto base sólida (em pó – a minha é da MAC como eu já contei) e sou apaixonada por uma base cremosa da Dior que já esqueci o nome (acho que é Invisible), mas eu não gosto da sensação de base na pele (só essa da Dior pq ela é super fácil de ser absorvida).
Outra coisa que me faz evitar a dobradinha corretivo + base é o fato de eu achar que, depois de um tempinho, essa dupla atenua rugas faciais que eu nem sabia que tinha!!!!!!

Mas isso tudo eu sempre atribuí à um fator: cá entre nós, eu não sou nenhuma mestre em maquiagem. Certeza que estava fazendo alguma coisa errada.
Então tipo, eu dei pulinhos de alegria na aula quando a professora ME pediu para ser a modelo dela. Enfim, eu aprenderia a usar corretivo e base líquida.
Ela preparou minha pele com o corretivo (embaixo dos olhos um pouquinho, no canto externo inferior da boca que é um tantinho mais escuro e no cantinho do meu nariz que estava avermelhado). Ela usou um corretivo cremoso de uma marca alemã (eu vou ter que ver o nome de novo pq era muito grande e muito gringo pra minha cabecinha).
Corretivo ok.
Ela então fez o teste com bases de cor quente (que são meio amareladas) e de cor fria (que são meio rosadas) e procedeu então para passar a base em mim (base cremosa Yves Saint Laurent).
Depois ela passou o pózinho mineral incolor da MAC para evitar que eu ficasse brilhando igual bola de natal e pronto. Essa era a base para uma maquiagem usada no dia-a-dia.
Eu odieiiiiiiiiiiiiiiiii!
Apesar de ter relevado a palidez do meu rosto depois de tudo (a base faz o rosto ficar todo de uma cor só, e tinha ainda as malditas zilhares de lâmpadas que acentuam qualquer defeito que seu rosto um dia sequer PENSOU em ter), meu rosto estava com a impressão melecada e oleosa. Eu não estava brilhando, por causa do pó, mas parecia que dava pra ver uma camada de óleo escondida por baixo.
Minutos depois, eu sorri na frente do espelho e lá estavam as malditas rugas que eu venho tentando exterminar por meses.

Eu não sei se o resultado foi devido à uma má combinação entre os produtos e a minha pele, mas só sei que na próxima aula neguinho que for me maquiar vai ter que usar a MINHA sombra em pó!!!

Devia ter tirado fotos para vcs verem mas sábado era níver do Mick e eu cheguei em casa corrida pra organizar as coisas pra ele.
Tiro fotos na próxima aula que vai abordar blush, rímel e criação de sombras no rosto (que eu amo!!).

PS.: eu preciso confessar que eu tô me mordendo de inveja da minha vizinha na aula. Ela estava passeando em NY quando resolveu fazer o curso e simplesmente entrou na MAC e pediu assim: “moça, me dá o kit básico para iniciante de vocês, please?”. Ela não só tem TODOS os produtos básicos da MAC, como todos os pincéis básicos!!!!!!!!!!!!!!
A inveja nem é por ela ter tudo isso (pq o ruim de kit básico pronto é que vem com várias coisas que não combinam com a sua pele e talz), mas por ela ter pagado tão pouco em relação ao que eu vou pagar aqui pra comprar a carteira de pincéis.

Flake away

Ainda tá punk, ainda tá corrido e eu ainda estou extremamente perdida, tentando me acertar para poder ir para a feira a partir do findi e não ficar suuuuuuuper atrasada com o resto do trabalho.
Não sei se é exatamente pq juntou as férias de todo mundo na semana passada, ou se foi pq o volume de trabalho aumentou, ou se foi pq os traders resolveram correr atrás de seus pedidos de frete agora para evitar stress durante a semana da feira … só sei que isso tudo junto está me fazendo rezar por um dia com 30 horas!
Eu nem estou estressada (o que é péssimo pq eu tô vivendo de comer Oreos aqui na mesa), o problema é que não me sobra tempo MESMO.
Mas enfim … daqui a três semanas as coisas voltam ao normal.

Apesar de ter passado um pouco a empolgação com meus produtinhos comprados na Boots, eu ainda quero fazer uma mini resenha pessoal sobre eles e hoje é o dia do Flake Away, da Soap & Glory!
http://www.boots.com/en/Soap-and-Glory-Flake-Away-Body-Scrub-300ml_27894/

Eu confesso que eu comprei o Flake Away pq queria comprar alguma outra coisa da Soap&Glory (vcs já viram a embalagem, né??!!). Outro motivo foi pq eu havia lido na Cosmopolitan de Julho que esse era um dos melhores esfoliantes para pernas.
O F.A. promete acabar com a aparência de escama das pernas (acredito que pessoas com a pele muito seca tenham isso, não?!). Mas eu não tenho esse problema e não vou poder julgar.
No entanto, as minhas pernas tendem a ficar desidratadas bem rápido e a ficam com uma cor estranha (de pele desidratada).
Usei o F.A. ontem pela primeira vez e aqui as minhas impressões:
– o cheiro é maravilhoso (na verdade, eu só usei ele ontem pq alguém havia deixado um comentário aqui dizendo que só usava esse produto por causa do cheiro *rs). O mais legal é que o cheiro do potinho é diferente do cheiro que fica na sua pele!
– rende bastante pq espalha fácil (eu, que peguei uma boa “colherada” com os dedos indicador e médio, tive que espalhar esfoliante até quase no bumbum. E ó que eu tô falando de 1 metro e tanto de perna!)
– a pele fica instantanêamente hidratada e lisinha

Como eu não tenho problema com essa área do corpo, não sei se vou usar o produto tão religiosamente, ou se o comprarei novamente, mas de um modo geral eu gostei da sensação de pernocas lisinhas.
Para quem precisa de ajuda nesse quesito, e encontra fácil os produtos da Soap&Glory, vale a pena testar.

Outra coisa que eu queria comentar aqui …
Tipo, desde que eu casei (há quase 7 anos) eu escuto sobre depilação facial para fixar melhor a maquiagem. Eu nunca me interessei pq tipo, pra que que eu vou quase morrer de dor para remover pêlinhos invisíveis do meu rosto???!!!
É masoquismo demais!
Mas aí que ontem a noite eu me empolguei na sessão spa e resolvi fazer minha sobrancelha. Lá pelas tantas eu já estava de saco mais do que cheio com os pêlinhos da parte superior da sobrancelha e resolvi que ia depilar rapidinho (com aquelas faixas depilatórias da Veet, sabe?!).
Cara, são poucos pêlinhos mas como que isso dóooooooooooooooooi!!!!!!
Sem contar que a birosca da tal faixa grudou acidentalmente num tufo mais cheinho (que já tinha cruzado a fronteira e era pertencente do território da cabeça!) e eu não tinha visto!
Eu juro que fiquei uns cinco minutos no banheiro, sentada no vaso, encarando o espelho, deliberando se ia ser ridículo demais sair na rua com uma metade do rosto sem pêlos e a outra metade com uns pêlinhos aleatórios.
Resolvi depilar o outro lado, mas ó, apesar de ter me salvado 10 minutos com a pinça em cada lado, da próxima vez que eu fizer isso vai ser com uma amiga depois que eu encher a cara de cava ou champagne!

**UPDATE: não é sombracelha, é sobrancelha. Mamãe mandou eu me corrigir *rs. (triste estar ficando burrinha na sua própria língua, triste …)