Indo para Londres

Estamos indo para Londres no final de semana.
É bem verdade que eu estou menos empolgada dessa vez em comparação com as viagens anteriores, mas isso é pq eu ainda estou “cansada” da viagem para o Brasil (eu nem terminei de lavar e passar todas as roupas ainda!!!!).
A vantagem é que eu SEI que vou me divertir bastante e SEI que vou voltar de lá com vontade de arrumar as malas de vez e mudar para o outro lado do Canal da Mancha.

Quando voltarmos de viagem, eu publico nosso roteiro certinho e digo o que deu certo e o que não deu.
Enquanto isso dá para eu falar sobre *como* vamos para Londres (já falei um pouco sobre isso aqui).

Pela terceira vez vamos para Londres de carro e o motivo é bem simples: redução de custos.
Eu quero/gosto de ir várias vezes ao ano para Londres (ou para o Reino Unido em geral), mas obviamente essa minha obsessão por Londres não é vista com bons olhos pelo marido. Então nós concordamos, há uns meses, que iríamos passear pela Inglaterra desde que tudo fosse low cost.
A primeira modificação nas viagens foi o meio de transporte.
Da primeira vez que fomos para Londres nós fomos com a Eurostar (trem) de Bruxelas até a estação de St. Pancras. São 2h20min de viagem.
Quando fomos pela segunda vez, a passagem de trem sairia em torno de 650 euros para mim, Mick e Rafa (eu tentei comprar a passagem 2 semanas antes da data que queria viajar).
Quando eu falei isso para Mick, ele vetou a viagem na hora (afinal de contas, seria um final de semana “normal” que estaria saindo por pouco menos que 1000 euros). Depois ele me ligou no escritório dizendo que podíamos ir de carro.
Eu não queria ir de carro pq sei lá … achava meio arriscado demais (eles dirigem do lado errado!!!), mas como era o único meio de irmos … eu topei.
A viagem foi assim:
Antuérpia – Callais = 203 km (+/- 2h45min)
Callais – Dover (de ferry) = 1h30min
Dover – Londres = 123 km (+/- 1h40min)

Fizemos a reserva em uma ferry da P&O (120 euros por carro) e saímos daqui na sexta-feira depois do trabalho.
Antes de chegarmos na fronteira com a França abastecemos o carro (tanque cheio / diesel = euro 60) e fomos para Londres (nosso hotel ficava bem perto do Big Ben).
Quando chegamos na Bélgica novamente, re-abastecemos o carro mas o tanque não estava nem perto da reserva ainda.
Total = euro 240 (se eu contar dois tanques de combustível).

Dessa vez decidimos ir em Janeiro, ou seja, tempo o suficiente para comprar passagens de trem antecipadas.
Se eu quisesse ir de trem, conseguiríamos passagens para o final de semana de páscoa à 100 euros por pessoa (comprando na primeira semana do ano), mas mesmo assim para nós não vale a pena (nós não pagamos combustível pq Mick tem um cartão para abastecer da empresa onde ele trabalha).
No começo de janeiro a ferry tb estava custando 34 euros por carro (ida e volta), mas acabamos comprando só quando voltamos do Brasil (pq eu fiquei enrolando) e pagamos 64 euros por carro (ida e volta).

No final das contas, agora que eu já me acostumei a viajar de carro, acho até melhor.
Mas se fosse sozinha para Londres e pudesse comprar a passagem com antecedência, escolheria ir de trem. Simplesmente pq eu morreria se tivesse que dirigir na faixa da esquerda.
E em relação à custo, se vc tem que comprar mais do que uma passagem de trem (eu diria, a partir de três passagens) é sim uma grande vantagem ir de carro.

Ao meu ver, os principais pontos positivos de se viajar de carro são:
1 – vc pode levar o quanto de bagagem quiser;
2 – pode ir e voltar quando bem entender (a P&O, por exemplo, tem uma ferry saindo a cada 30 minutos então é fácil eles te alocarem em uma ferry onde vc não tenha reserva caso chegue mais cedo ou mais tarde no terminal … o que não acontece com os trens);
3 – nosso carro é espaçoso, então é bem mais confortável viajar de carro do que trem;
4 – dá para fazer paradas no meio do caminho para visitar outros lugares (ex.: Dover)
5 – a experiência de atravesar o Canel de ferry é BEM legal. Os White Cliffs rendem fotos bem legais. E eu achei o máximo que, em um dia claro, a França é visível a partir da costa inglesa!
6 – na ferry vc encontra alguns cafés que servem de tudo. Eu adoro sentar em uma das mesinhas perto da “janela” da ferry tomando café e comendo muffind e blueberry.

Pontos negativos:
1 – a viagem é bem mais longa;
2 – estacionamento em Londres é caro e difícil de achar (principalmente se vc é turista e não está nada acostumado a ficar dirigindo pela faixa da esquerda). A vantagem é que vc sempre encontra hotéis com estacionamento … mas atenção pq muitos deles são pagos. Nós já chegamos a pagar 30 libras em um estacionamento de hotel em Londres só pq o carro ficou lá durante a noite!
3 – dirigir na faixa da esquerda exige bastante atenção e sangue frio. Eu me desespero assim que vejo um ônibus double decker praticamente em linha de colisão com o meu carro;
4 – esse não é um ponto negativo em si, mas enfim … TEM que ter um navegador no carro (GPS). Não tentem se encontrar em Londres com um mapinha de papel pq, acredite em mim, não é tão simples quando as faixas estão trocadas.
5 – Londres tem um pedágio chamado London Congestion Charge, vc paga esse pedágio antes de entrar na área central de Londres. Nos finais de semana esse pedágio não é aplicado, então eu não sei bem como funciona. Mas vale uma pesquisa para quem quer entrar em Londres no meio da semana entre 7am e 6pm. O pedágio não é alto no entanto, custa 8 libras por carro.
6 – por algum milagre oculto do universo eu não fico enjoada, mas Mick fica. Lembrem-se: ferry é um barco, barco balança (principalmente em dias de chuva quando o mar está agitado), portanto um remédio contra enjôo é sempre uma boa pedida. Outra dica: não precisa ficar DENTRO da ferry, dá pra sair e ficar no “terraço”, isso ajuda bastante quando vc está enjoado (Mick tem experiência de ficar embaixo de chuva, num frio 5°c, no terraço da ferry para o enjôo passar).

E é isso … para o Mick a pior parte é dirigir DENTRO de Londres, mas eu acho que ele fica até super tranquilo dentro do carro (não é, Mi?).
E, sendo quem eu sou, eu prefiro a ferry pq tem lojinha de maquiagem!!!

Um dia

Eu tive a idéia depois de ler o post “Half a day in pictures” da Márcia, mas como meus dias são corridos demais durante a semana, resolvi registrar o meu sábado.
Não foi um sábado comum pq não é todo sábado que vamos à concessionária … mas ignorando a concessionária, posso até dizer que essa é minha rotina nos dias mais quentinhos do ano (leia-se: nos dias que registram temperatura acima dos 12°c).


Eu acho incrível como que “acordar tarde no sábado” ganha um outro significado depois que você tem filhos.


Ritual matinal


Almoço. A Rafa está aprendendo a preparar seu próprio pão … notem o papel de cola dela com o ratinho ensinando o que fazer.


Um dos sanduíches de Mick (e o que eu menos gosto pq tipo, sem graça mandou lembrança, né?!): pão com queijo gouda.


Parte Amélia do sábado (nem conto que eu passei o domingo faxinando)


Na concessionária.


Mamãe, preciso falar uma coisa no seu ouvido!!!


Comprando o jantar e frutas para a semana.


Ahhhh, como que minha vida mudou depois que nós descobrimos que dá para fazer o pedido do café da manhã de domingo com antecedência na padaria!!! Nunca mais ficamos esperando na fila!


No parquinho.


Preparando o jantar.


O meu …

O da Rafa …

E o do Mick (que é a receita do livro).
Para vocês verem como que fazer comida lá em casa é descomplicado.


Banho e cama …


Ritual noturno


Boa noite.

Almoço na Bélgica

Há tempos eu quero fazer esse post e sempre me enrolo.
Vamos lá …

Eu acredito que o conceito de almoço na Bélgica não difere muito do resto da Europa Ocidental, mas mesmo assim há suas peculiaridades.
Antes de eu vir para cá, ouvia pessoas me falarem que na Europa não existe almoço “quente” (= comida de verdade) e, por isso, acreditava que iria viver de sanduíches o resto da vida (eu gosto de pão, então nunca me assustei).
No entanto, isso não é bem verdade. Você encontra vários restaurantes que servem refeições quentes na hora do almoço, e não são só os restaurantes mais chiques ou business like; há uma oferta que acomoda todos os bolsos caso você queira almoçar “de verdade”.
O que é verdade, porém, é que sim, refeição quente na hora do almoço não é a escolha da maioria (se muito, belgas tem UMA refeição quente por semana na hora do almoço).
O que se come na hora do almoço então?!
Sanduíches!

Muitas pessoas levam para o trabalho seus sanduíches feito em casa, com pão “belga” (eu chamo de pão belga mas pode ser que a Europa inteira coma o mesmo pão, não sei …).
O pão mais típico daqui é bem diferente dos nossos pães no Brasil. A textura é mais próxima do nosso pão de fôrma, mas mais massudo. A casca tb é bem diferente.
É claro que a qualidade dos pães depende de cada padaria, mas em geral a textura é praticamente a mesma.
Os pães integrais aqui são integrais mesmo, você vê os grãos no pão (o meu favorito é o “negen granen” – nove grãos – pq eu adoro a textura que a semente de linhaça e a semente de girassol dão ao pão).

Com a grande variedade de recheios disponíveis no supermercado e em algumas (poucas) padarias, não é muito difícil preparar o seu pão em casa.
As crianças também levam sanduíches feito em casa para a escola, geralmente com queijo (Gouda), “choco” (leia-se Nutella e seus primos), manteiga de amendoim, ou pasta de speculoos (ou os próprios biscoitos de speculoos).


Fonte

Esses sanduíches são chamados de “boterhammen” ou “boke’s”.

Outra possibilidade (para aqueles que preferem ficar mais tempo na cama ao invés de ficar preparando sanduíches: eu!) é comprar um sanduíche na hora do almoço.
Aí as possibilidades são praticamente infinitas: existem milhares de “lanchonetes” que preparam sanduíches (tipo Subway), vários restaurantes legais que oferecem primariamente sanduíches (apesar de vc sempre encontrar algumas opções de refeição quente no cardápio), supermercados também oferecem sanduíches, etc etc.
A diferença desses sanduíches é que o pão utilizado não é o belga mas sim a baguette francesa.
Para vocês entenderem melhor, pensem na Subway como exemplo.
Essas lanchonetes exibem as milhares de possibilidade de recheio para o seu sanduíche, vc escolhe o que quer e a pessoa prepara na hora.


(a Panos é uma rede super conhecida aqui … tipo, tem uma Panos a cada esquina)

A escolha fica entre os vários patês e pastinhas (o meu favorito é o kip bieslook que é um patê com frango desfiado e cebolinha picada), vários tipos de embutidos e queijos (um sanduíche super comum aqui é o de brie e mel).
O sanduíche mais famoso da Bélgica (leia-se: parte norte) é o smos kaas ou smos hesp en kaas: que é um pão recheado com maionese, alface, pickles, ovos cozidos, tomates e queijo gouda ou queijo e presunto (hesp = presunto).

Existem opções vegetarianas, versões light, versões picantes … tudo para se adequar ao seu gosto.
O que eu acho mais legal é que vc pode ter uma refeição completa em um sanduíche:


(broodje kip, champignon, ham en ui = sanduíche com frango, champignon, presunto e cebola)
Fonte

Vc tb pode escolher se quer uma baguette de 30cm ou uma de 15cm e o preço geralmente fica em torno de 3 euros por uma baguette de 15cm e 4.50 euros por uma baguette de 30cm (aqui na Antuérpia).
Esses sanduíches são chamados de “broodjes” (que significa, literalmente, “pãezinhos” … vai entender …)

P.S.: eu ia tirar minhas próprias fotos, por isso fiquei enrolando para postar, mas não posso sair da dieta.

Festas no escritório

Aniversários na Bélgica não são muito diferentes de aniversários no Brasil (exceto por aniversários de criança), geralmente o pessoal sai para beber, jantar, dançar e por aí vai.
Como meu aniversário cai no inverno, eu prefiro fazer algo em casa … o que é menos comum, mas não é estranho (aaahhhh, só não tem bolo para cantar parabéns. E muito menos velas pra assoprar!).
A única diferença que eu vi aqui foi quanto às comemorações de aniversário nos escritórios.
No Brasil eu só trabalhei durante um ano, então fica fazer uma comparação, mas no escritório onde trabalhava, sempre que era aniversário de alguém, rolava um email para todo mundo perguntando quem é que queria participar de uma vaquinha para comprar presentes. No dia do seu aniversário vc ganhava um cartão assinado com o nome daquelas pessoas e o(s) presente(s) (– no dia do meu níver, minha amiga que comprou os meus presentes não sabia que ia rolar uma mini pressão para que eu abrisse todos dentro do escritório … só digo que abrir um pacote com um conjunto de lingerie vermelho de cetim não foi exatamente um dos meus momentos favoritos na empresa). Depois disso as comemorações meio que acabavam até dar a hora do happy hour.

Aqui na Bélgica o esquema é mais ou menos o mesmo.
A cada aniversário alguém manda um email para todo mundo avisando da vaquinha e até quando o dinheiro tem que ser entregue. Nesse email o pessoa que enviou também já avisa o que pretende comprar.
Em 99.9% dos casos o presente vai ser um vale-compras, mas nada impessoal. Rola uma pesquisa básica para saber o que você quer ou precisa (eu ganhei vale-compras do shopping em Wijnegem pq eu meio que sou a pessoa mais consumista do escritório; um colega que faz aniversário hoje ganhou um vale-compras de uma loja de artigos esportivos pq ele havia comentado que ia comprar uma bicicleta nova).
A diferença é que aqui você não só ganha, mas também tem que dar algo em troca.
No dia do seu níver vc *tem* que trazer alguma guloseima. Obviamente a escolha é sua, pode ser um bolo feito em casa, uma torta da padaria, os famosos koffiekoeken, doces, chips, etc …
Eu acho meio injusto vc ter que preparar algo (mesmo que seja ir na padaria) quando o aniversário é seu e vc não devia estar fazendo nada, mas tenho minhas suspeitas que sou a única que enxerga a injustiça nessa equação.

Outra coisa que ainda me choca é a obrigatoriedade de trazer algo para os outros colegas … é claro que vc pode esquecer e dizer que vai trazer no outro dia, mas é de bom tom que mande um email logo cedo explicando a situação.
No ano passado eu não tinha trazido nada pq queria comprar uma torta numa padaria famosa aqui perto. E, como eu iria estar com a torta aqui às 12:30, não achei que deveria mandar um email avisando … ahã.
Eu devo ter recebido umas 4 mensagens no Skype de colegas dizendo para eu me explicar logo pq ia “pegar mal com os colegas mais sensíveis”.

Eu ainda não posso dizer que todo belga é assim (doido!) pq no meu outro trabalho eu nunca deixei de levar algo cedinho, então nunca escutei reclamações/comentários (e eu nem pergunto pra Mick pq ele é a pessoa mais desligada do mundo pra isso e, mesmo que reclamem, ele vai ignorar), mas para evitar de hoje em diante eu sempre irei me explicar.

E vcs, como é a comemoração de aniversários nos escritórios onde vcs trabalham?

Últimas compras

Juro que eu não sei se isso só acontece comigo, mas como que eu demoro para entrar na rotina do dia-a-dia depois que volto de viagem!!
Ontem fez duas semanas que chegamos em casa e, por exemplo, até hoje eu não consegui chegar perto da academia.
Do blog eu nem comento … não só me falta ânimo para criar um post, mas tb me falta assunto.

Vou falar um pouco das minhas últimas compras de produtos de beleza, quem sabe assim eu não animo …

– Base Face and Body Foundation – MAC

Confesso que quando cheguei no Brasil e me deparei com o calor úmido, me arrependi de não ter testado a base em casa antes de viajar para saber qual era a textura na minha pele. Estava com medo de ela ser cremosa demais na pele e virar aquela coisa melequenta com o calor.
Quando eu passei pela primeira vez foi uma surpresa bem agradável: ela é absorvida super rápido, é bem levinha e não fica melequenta. Me lembrou muito a “Invisible” da Dior (que continua sendo a minha favorita).
Eu passei uma camada de base (com os dedos pq não sabia onde meu pincel estava) e a cobertura não ficou “forte”. Esse era, no entanto, o resultado que eu queria: ficar com cara de quem não estava usando base nenhuma, mas estar escondendo minha pele de adolescente ao mesmo tempo.
Como ela é super levinha, dá para passar algumas camadas e melhorar a cobertura.
O que eu não gostei da Face & Body: o cheiro (não é nada insuportável, e logo sai o cheiro, mas fiquei meio com o pé atrás de “esfregar” a base no rosto depois que a cheirei no vidrinho).

– Esmalte Particulière – Chanel

Eu comprei o Particulière na metade de janeiro com a intenção de usar no meu níver, mas não deu para fazer as unhas.
O usei pela primeira vez na semana antes de viajar e tipo: paixão total pela cor.
Mas posso dizer que eu não gostei muito da duração dos esmaltes da Chanel?!
Quando eu passei na Bélgica não tinha muitas esperanças que ele fosse durar horrores pq tipo, serviço de casa aqui são executados por mim e isso acaba com o esmalte. Mas no Brasil eu nem cheguei perto de produtos de limpeza e mesmo assim ele descascou depois de 3 dias (aplicado com base e duas mãos de esmalte).
Como referência: o Única Camada da Coloroma durou 6 dias sem descascar.
Final de semana eu vou fazer minhas unhas novamente e vou usar só uma camada do Particulière (a cobertura é boa para usar uma camada de base e uma camada de esmalte).

– Surf Spray – Bumble & Bumble

A idéia do Surf Spray é que vc fique com aquele cabelo bagunçado de praia sabe?! Um volume bagunçado e bonito, típico de revistas de surf.
Eu não tenho foto do meu cabelo nesse dia pq logo me irritei e prendi tudo num rabo de cavalo.
A verdade é que o Surfer Spray realmente dá aquele ar de “passei o dia na praia” (minus o ressecamento), mas eu devia saber que volume bagunçado não combina bem com o comprimento e o corte do meu cabelo.
Quando ele crescer mais, eu vou poder julgar direitinho.

– Spray Elnett – L’oreal

Eu sei que é um clássico, eu sei que está no mercado há anosssss, mas eu nunca tinha usado (na verdade, nunca tinha comprado nenhum produto para modelar – com exceção de gel quando quero fazer um rabo de cavalo bem puxado).
Quem fez meu cabelo para o casamento da minha amiga fui eu (suuuper orgulhosa de mim mesma!!) pq eu tenho trauma de penteados desde que passei um dia inteiro no salão para cachear o cabelo e ele resolveu desabar e alisar depois de míseros 40 minutos (= cabelo grosso, pesado e em muita quantidade).
Mas como não queria ir no casamento de cabelo solto com cara de “todo dia”, resolvi que ia fazer eu mesma algo no cabelo (pq aí, se desse errado, eu não ia me sentir culpada por ter gastado os tufos no salão).
Com muitos grampos e spray modelador (ainda se fala laquê, gente???) eu fiz meu cabelo (que é a coisa mais fácil do mundo de se fazer: faz umas mechas e leva o cabelo todo pra trás), o resultado foi esse que vcs já viram:


(esmalte: Particulière)

Tipo, tava calor, eu peguei a Rafa no colo várias vezes (o que significa que ela esbarrou no meu cabelo várias vezes), depois bebi demais, dancei tudo quanto é música de axé (inclusive descendo até o chão … ahh, o que é que a champagne não faz), forró, samba, ‘80s e por aí vai. Cheguei em casa às 03:00 (6 horas depois de ter prendido o cabelo) e todos os fiozinhos estavam lá intocados). Ou seja, viciei no produto.
Só que esses dias eu usei de novo para vir trabalhar (tive que usar a imaginação e criar um penteado para disfarçar o cabelo sujinho) e quando fui no banheiro analisar o cabelo beeeeeeem de perto, vi que tinham vários pontinhos brancos, como se o laquê estivesse esfarelando.
Não sei se é pq meu cabelo estava sujo, ou talvez pq eu estivesse passando a mão … não sei. Vcs já passaram por isso? É normal?
Vou tentar de novo no final de semana com o cabelo limpo.

Rebobinando os últimos três meses

Desde que eu voltei de Brasil resolvi seguir uma dieta decentemente (pq o verão ainda está por vir e pq eu odeio essa vida de ver que minha saia lilás linda está apertada em mim).
Aproveitei o jetlag que atrapalhou meu apetite e comecei a dieta na quarta-feira mesmo (eu havia chegado na terça).
Queria seguir a dieta de South Beach (pq eu acho que dá resultado rápido) mas eu não gosto de acordar cedo pra preparar café da manhã e prefiro comer meu biscoito de cereais toda santa manhã, sentada na frente do computador e lendo meus emails.
Decidi então optar pela velha e boa calculadora e sair contando calorias de tudo o que como.
Eu não vou dizer que contar calorias é um método infalível como muitas pessoas dizem pq tipo, essas pessoas sempre dizem que evitam comer muito pq se envergonham de anotar no caderninho o quanto comeram. Meu, se eu comi muito e sei que já ultrapassei as 1500 kcal (que é minha queima de calorias basal) eu simplesmente não anoto nada no caderno. Sem culpa, sem dor e sem vergonha (vê se eu vou ficar envergonhada comigo mesma quando o assunto era comer um brigadeiro!).
Outro ponto ruim de anotar caloria é que, as vezes, eu fico com preguiça de anotar e/ou pesquisar valores calóricos na internet.
Portanto, não, não é um método infalível. MAS, funciona para quem, como eu, não consegue seguir uma dieta pré-estipulada pq não é sempre que dá para preparar o jantar especificado; e também , quanto mais tempo eu me controlo para anotar tudo, menos chato eu acho (vc acaba incorporando tudo na rotina).

Cada um conta calorias como bem entende, e estipula seu mínimo e máximo como bem lhe convém. Não existem muitas regras e é isso que me seduz (repito: apesar da chatice de ter que anotar tudo e ficar fazendo pesquisa e contas).
Eu faço desse jeito:
1 – descubro qual é a minha queima calórica basal (ou seja, a quantidade de calorias que eu gasto em repouso).
A fórmula que eu uso é essa:
TMB = 655,1 + (9,56 x 67.5) + ( 1,85 x 178) – (4,68 x 26) = 1508 calorias

*TMB = taxa metabólica basal
67.5 = meu peso atual
178 = minha altura em centímetros
26 = minha idade

2 – sabendo o quanto você gasta em repouso, é mais fácil saber qual é o máximo que vc pode ingerir sem atrapalhar a perda de peso.
Eu estipulei o meu máximo em 1200 kcal, mas tento não ultrapassar 1000kcal diárias (hoje, por exemplo, eu devo ficar em 540 kcal).
E meu objetivo é chegar aos 63 kgs que eu pesava antes do inverno.

3 – eu *gosto* de comer, a verdade é simples assim. Eu gosto de sentar na mesa e comer. Gosto de pegar um pedaço de bolo quentinho, sentar em frente à TV e comer sem culpa (aí nisso eu geralmente como metade do bolo).
E eu sei que, quanto mais eu me privo de comer, pior é quando eu termino a dieta (pq aí eu quero comer o mundo em forma de chocolate). Exatamente por isso eu tenho um dia de “folga” da dieta, quando eu como tudo o que quero.
Por motivos óbvios, meu dia de folga é no domingo quando fazemos nosso brunch em casa.
Esse diazinho de liberdade, garante que meus outros 6 dias de privação corram bonitinhos e sem grandes tentações.

4 – eu simplesmente não vivo sem chocolate. Não dá, eu não sei passar 4 dias sem chocolate.
Então, contando as calorias, eu compenso uma coisa com a outra. Janto alguma sopa leve e depois posso comer um ovinho de chocolate que tem, em média, 55 kcal.

5 – meu metabolismo é meio louco. Ele é rápido, mas eu não vejo resultados na balança logo depois de alguns dias de dieta.
O que geralmente acontece comigo é: eu mantenho o exato mesmo peso por uma semana independente do quanto passei fome. Aí, vejo que perdi 500gr. Depois nada muda por mais uma semana. E de repente eu perco uns 3 kgs de vez sem ter mudado nada na dieta.
Então, para eu não desanimar, eu só me peso 1 vez por semana (segunda-feira de manhã).

6 – esse é o meu cardápio de hoje:
Biscoito Weight Watchers com cranberries e semente de girassol – 103 kcal
Sopa instantânea – 66 kcal
1 banana – 100 kcal
Sopa de cebola (feita em casa) – 80 kcal (eu tive que calcular todos os ingredientes que uso para chegar nesse valor)
1 fatia de pão multi-grãos – 66 kcal
1 potinho de Activia – 120 kcal
Total: 535 kcal